A Grécia pondera avançar com uma “pequena” taxa sobre levantamentos na rede de caixas automáticas, confirmou o ministro das Finanças Yanis Varoufakis, uma possibilidade que vinha sendo falada por alguma imprensa grega. O ministro grego garantiu, também, que não irá falhar o pagamento dos 302 milhões de euros ao FMI a 5 de junho. Varoufakis diz de forma clara que “haverá um acordo” com as instituições credoras até lá, uma garantia e uma confiança que não estão a ser acompanhadas pelas declarações do outro lado das negociações.

Em declarações aos jornalistas esta terça-feira, Yanis Varoufakis admitiu a possibilidade de haver uma “pequena” taxa cobrada nos levantamentos bancários feitos através da rede multibanco. Alguns jornais gregos tinham adiantado esta medida, admitindo que se poderia cobrar um euro por cada 1.000 euros levantados. Varoufakis não confirmou este valor, garantindo apenas que será um “pequeno” montante.

Uma das motivações do Estado grego para avançar com esta medida é a limitação dos levantamentos multibanco e o incentivo à utilização de cartões de crédito, que torna mais fácil o combate à evasão fiscal.

A possibilidade de ser aplicada uma taxa sobre os levantamentos está a ser discutida com os credores, acrescentou Yanis Varoufakis. Segundo a Bloomberg, está, também, a ser equacionada a possiblidade de cobrar uma taxa de 15% para os depósitos bancários que os gregos têm no exterior, sem serem declarados.

Varoufakis quis, também, colocar um ponto final à incerteza e deixou uma garantia clara: “Iremos fazer o pagamento ao FMI de dia 5 de junho porque haverá um acordo até lá”, afirmou o ministro das Finanças da Grécia.

O otimismo das declarações vindas de Atenas contrasta, contudo, com a cautela demonstrada pelos credores. Uma fonte europeia próxima das negociações disse ao Ekathimerini que continua a faltar rapidez no processo negocial. A mesma fonte acrescentou que “para que nós sigamos em frente, tem de haver uma decisão política”. Já esta manhã de terça-feira, o Comissário Europeu Pierre Moscovici disse que as negociações “têm de acelerar”.