“Pelo infinito e mais além”. Entre duas viagens em pistas de Fórmula 1, é para lá que Mathieu César leva algumas das celebridades mais proeminentes do momento. Para tal precisa apenas da máquina fotográfica, de um mundo imaginário a preto e branco e de dois olhos marginais com que mirar os famosos.

É francês, tem 27 anos e está consagrado na ilustração de celebridades. Não podia ser de outra maneira. Mathieu César já colocou os Daft Punk a cruzar os braços a Milla Jovavick e vestiu Buzz Aldrin de novo com um fato espacial.

O poder destas ilustrações conquistou marcas como Vogue e Louis Vuitton. Foram os traços bem definidos dos modelos, foi a sugestão de uma felicidade discreta nos rostos e foi também um universo surreal onde se vestem celebridades delicadas em astronautas e soldados de guerra.

Dois anos bastaram a Mathieu César para retratar tudo isto. Mas já trabalha atrás das objetivas desde há cinco, depois de ser bombeiro e cabeleireiro. É que há um laço que une o papel fotográfico, os fatos vermelhos e a escova para o cabelo: o interesse pelo ser humano, algo que herdou dos tempos em que via os pais a vender livros antigos com imagens de guerra.

É isto que o próprio explica ao Washington Post. “Sempre gostei da ideia de inventar personagens, de contar uma história sem dar demasiada importância à ferramenta que utilizo”. É por isso que, apesar do reconhecimento que mantém no mundo da moda, não perde oportunidades para retratar gente desconhecida. “Só precisa de ser alguém que represente algo para mim, seja por uma determinada qualidade. Preciso de o sentir com o coração”, esclarece Mathieu César.

Agora está na hora de entrar no mundo de Mathieu César, o jovem fotógrafo que já foi descrito como “inesquecível”.