Angola conta atualmente com 1.210 casos de lepra notificados pelas autoridades de saúde, essencialmente concentrados em Luanda e no centro do país, doença que será combatida com um plano estratégico a executar em cinco anos.

A informação foi transmitida esta sexta-feira, na capital angolana, pelo coordenador do Programa Nacional de Combate à Tuberculose e à Lepra, Celestino Teixeira, à margem de um seminário sobre a doença, que afeta sobretudo as províncias de Luanda, Benguela, Bié e Huambo.

Os casos de lepra em Angola continuam a aumentar e estima-se que mais de 8% das pessoas afetadas apresentem deformações físicas decorrentes da doença.

O tratamento da lepra poderá vir a ser incluído nos cuidados primários de saúde pública em Angola, mas as autoridades de saúde ainda preparam o plano de ação para combater a doença a cinco anos, com o apoio regular da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O ministro da Saúde, José Van-Dúnem, manifestou no ano passado preocupação com o aumento de casos de lepra no país desde 2010.

José Van-Dúnem disse que a preocupação é com o aumento do número total de pacientes, nos casos multibacilares, da incidência em crianças e na incapacidade provocada pela doença.

“Estou preocupado pelo facto de, após um período de diminuição de novos casos, abaixo do limite da eliminação da doença considerada pela OMS, de uma em cada 10.000 pessoas, observamos um recrudescimento da lepra a partir de 2010”, realçou o governante angolano.