Web Summit

Houve 42% de mulheres na Web Summit. “É muito porreiro!”

Foi a maior participação feminina de sempre na história desta feira de tecnologia e empreendedorismo. A organização está contente, mas diz que este é apenas "um primeiro passo".

A organização deu milhares de bilhetes gratuitamente a mulheres ligadas ao setor tecnológico

HUGO AMARAL/OBSERVADOR

Autor
  • João Pedro Pincha

As mulheres estão em maioria no mundo e têm cada vez mais representatividade no meio tecnológico, mas isso nem sempre se reflete nos eventos, conferências e feiras do setor. Este ano, 42% das pessoas que foram à Web Summit eram mulheres, um crescimento substancial face ao ano passado, em que apenas 10% dos frequentadores do certame eram do sexo feminino.

Este sucesso deveu-se, em grande parte, ao facto de a organização da Web Summit ter distribuído gratuitamente milhares de bilhetes a mulheres da área tecnológica. “Já trabalho neste evento há algum tempo e reparei que não há mulheres suficientes. É muito óbvio. E isso não representa a sociedade, pelo que decidimos que íamos fazer qualquer coisa a esse respeito, em vez de apenas nos recostarmos a ouvir as pessoas a reclamar”, explicou ao Observador Eleanor McGrath, principal assessora de imprensa da Web Summit.

A pensar nelas, a organização criou um espaço de acesso exclusivo a mulheres durante o evento que decorreu na semana passada, em Lisboa. O espaço Women In Tech veio responder uma necessidade, disse Eleanor McGrath. “Percebemos que as mulheres queriam qualquer coisa. Queriam ter debates, encontros e discussões.”

Para as pessoas que organizam a Web Summit, “isto é um pequeno passo” e há muito ainda a fazer. Mas os 42% de mulheres já deixam Eleanor entusiasmada. “Provavelmente é uma das maiores participações femininas em qualquer evento, em qualquer parte do mundo. É muito porreiro!”

“Temos tido um feedback muito positivo. Muitas mulheres abordam-nos a dizer como é bom terem um espaço destes”, disse a responsável pelos contactos com a imprensa no último dia do evento. “Obviamente que é um passo pequeno, não gigante, mas ainda assim é muito importante. É importante fazer qualquer coisa em vez de não fazer nada”, concluiu Eleanor McGrath.

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