Os trabalhadores da Sumol+Compal de Almeirim admitiram esta sexta-feira, em plenário, avançar, juntamente com os funcionários das unidades de Pombal e de Póvoa do Varzim, para “um ou dois dias de luta”, caso não sejam recebidos pela administração da empresa.

Rui Matias, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab), disse à Lusa que do plenário, que contou com a presença do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, saiu a decisão de apresentação de uma moção conjunta com as unidades de Pombal e Póvoa do Varzim exigindo a realização de uma reunião com a administração da Sumol+Compal no início de junho.

Ou a administração cede, e aceita negociar o ‘caderno reivindicativo’ dos trabalhadores, ou avançamos, em conjunto, para um ou dois dias de luta”, que serão marcados para “o final de junho, início de julho”, disse.

Rui Matias afirmou que este “ultimato” acontece porque os aumentos salariais têm, nos últimos anos, resultado de decisões unilaterais da administração da empresa, “impostas sem qualquer negociação”, o que considerou “inadmissível”.

Afirmando que a administração da empresa se tem recusado a receber os sindicatos, Rui Matias sublinhou que, além da exigência de aumentos salariais “negociados e não impostos”, e de auscultação dos sindicatos, há uma série de outras questões que os trabalhadores querem ver discutidas.

Esse “caderno reivindicativo” inclui a exigência da reformulação do prémio de produtividade, aplicação das categorias profissionais constantes do Contrato Coletivo de Trabalho nos setores das Águas e Refrigerantes, bem como questões de higiene e segurança no trabalho, disse.

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