O valor estimado do ‘stock’ de capital da economia portuguesa foi de 616 mil milhões de euros em 2015, o equivalente a 343% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, comparando com 2000, o primeiro ano da série disponibilizada, este indicador apresentou um crescimento nominal de 55,9%, correspondendo a uma variação média anual de 3%. Esta variação não foi, no entanto, linear, visto que o valor mais elevado foi atingido em 2010 (643,7 mil milhões de euros, 358% do PIB), sinaliza o instituto.

Em 2015, cerca de 92% dos ativos fixos correspondiam ao ativo construção (90% em 2000), com a habitação a representar 42 pontos percentuais e as outras construções 50 pontos percentuais (51 e 39 pontos percentuais, respetivamente em 2000).

As famílias detinham a maior parcela do ‘stock’ de ativos fixos (39,7% em 2015 e 49,5% em 2000), seguindo-se as sociedades não financeiras e as administrações públicas com, respetivamente, 33,1% e 22,8% (27,5% e 20,0% em 2000, pela mesma ordem).

A redução do peso relativo do setor das famílias está associada à diminuição acentuada da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em habitação, particularmente no período 2005 a 2013 (cerca de 10% ao ano), conjugada com a redução dos preços das habitações nalguns anos mais recentes da série (de 12,4% no período 2011-2013)

O INE recorda que em 2014, o ano mais recente para o qual existem dados publicados no Eurostat para um conjunto significativo de países europeus, Portugal era o quinto país com o ‘stock’ de ativos fixos por unidade de PIB mais elevado (350%), atrás da Áustria, Hungria, Itália e Grécia, e à frente de França, Alemanha ou Finlândia.

O ‘stock’ de capital ou capital acumulado é tudo aquilo que a economia tem à disposição, além do capital humano, para produzir bens e serviços. Quanto maior é este capital acumulado, maior será o potencial de produção de uma economia.