Os rumores em torno de um possível grande combate de Conor McGregor no boxe em 2018 foram conhecendo alguns desenvolvimentos na semana passada. Será possível o ex-campeão Óscar de la Hoya voltar frente ao irlandês? Pode haver um confronto entre o campeão filipino Manny Pacquiao e a estrela das artes marciais mistas (MMA)? Para já, não há nada com fundamento nesse sentido. Mas nem por isso o The Notorious deixa de ser notícia.

Tudo começou depois de algo que pode acontecer a qualquer um: ser apanhado em excesso de velocidade (160 km/h, numa via com limite de 100 km/h). Que ganhou outra relevância quando a juíza que ficou com o caso, Miriam Walsh, se cansou da história e deixou um aviso ao lutador – ou comparecia em tribunal ou seria detido. McGregor, que inicialmente enviara apenas o advogado, apresentou-se à quarta vez e deu espetáculo… apesar de ter passado para uma multa de 400 euros, cinco vezes maior do que poderia inicialmente ter pago.

“Tenho de perguntar uma coisa: quanto ganha? Pode parecer estúpido, mas tenho de fazer a pergunta e, por favor, não me diga que ganha 110 milhões num dia”, atirou a juíza. “São 140 milhões”, respondeu McGregor, que provocou mais uma risada na sala. Antes, Miriam Walsh já dissera que o excêntrico irlandês tinha dois meses para pagar a coima e que poderia fazê-lo em prestações. A roupa com que se apresentou também foi alvo de reparos.

Foi também nesse dia que se ficou com a certeza que o tal “desportista irlandês conhecido” que estava na mira da máfia irlandesa era mesmo Conor McGregor. Neste caso, mais por engano do que outra coisa.

Como contaram os órgãos irlandeses, o lutador foi o protagonista principal no bar Black Forge Inn, no subúrbio de Dublin onde cresceu (Crumlin): depois de uma troca feia de insultos, McGregor deu um murro a um homem na casa dos seus 50 anos. Questão? A pessoa em causa era o pai de Graham “The Wig” Whelan, uma das principais figuras dos Kinahan, grupo irlandês conotado com narcotráfico.

“Entrou numa luta, sem que o procurasse, com um grupo de pessoas muito perigosas que estão ligadas aos Kinahans. Com estas pessoas não interessa se é o Conor McGregor ou se é ou não conhecido ou poderoso. Devemos recordar que estas pessoas não têm limites, não fazem distinções entre um ícone desportivo internacional ou um homem qualquer da rua”, escreveu o jornalista do Irish Independent Paul Williams, citado pelo La Vanguardia. O lutador parece indiferente à questão e voltou a destacar-se ao colocar uma fotografia no seu jato privado a ler outra vez o jornal ao contrário (que já lhe tinha valido muito gozo nas redes sociais, quando foi apanhado com as palavras cruzadas do avesso), com a mensagem “Não leiam os jornais. Façam os jornais”.

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