Angola

Bispos angolanos garantem que Rádio Ecclesia vai ser ouvida em todo o país em 2018

Os bispos angolanos anunciaram a extensão da Rádio Ecclesia a todo o país em 2018, depois de vinte anos de batalha. O presidente João Lourenço já se mostrou favorável à extensão do sinal.

Ana Freitas/LUSA

A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) congratulou-se esta terça-feira com a abertura do Presidente angolano, João Lourenço, à extensão do sinal da Rádio Ecclesia, emissora católica, a todo país, ao fim de duas décadas de batalha.

Segundo o vice-presidente da CEAST, José Manuel Imbamba, já decorrem trabalhos técnicos e legais desde o ano passado para que ainda este ano o sinal da emissora seja ouvido em todo território angolano.

“A CEAST recebeu esta notícia com muita satisfação porque, depois de tantos anos de batalha, ouvir este aval do Presidente da República, pois foi uma lufada de ar fresco que caiu sobre nós. De modo que é um direito que foi reposto”, disse.

O Presidente angolano manifestou-se na segunda-feira favorável à extensão do sinal da Rádio Ecclesia, da Igreja Católica, a todo o país, esperando que ajude a estancar a proliferação de seitas, com práticas que atentam contra a vida humana.

Para o chefe de Estado angolano, que falava na sua primeira conferência de imprensa, nos jardins do Palácio Presidencial, em Luanda, este é “um velho problema” e hoje também “um falso problema”, acrescentando que defende a liberdade de expressão e de imprensa, porque entende que a mesmas devem ser promovidas.

“É evidente que para que a Rádio Ecclesia possa expandir o seu sinal pelo território nacional não haja necessidade de nenhum pronunciamento do Presidente da República, mas devemos reconhecer que, por razões que não importa adiantar aqui, a Rádio Ecclesia não conseguiu até aqui fazer essa mesma extensão do sinal”, salientou.

Para o vice-presidente da CEAST, “é a voz do evangelho que vai chegar a todos recantos do nosso país, para que ninguém fique excluído deste convívio da palavra de Deus”. Por isso, observou, caberá agora à CEAST trabalhar “nos aspetos legais para podermos começar a emitir em todo território nacional”.

“As dioceses já estavam munidas de aparelhos há mais de 25 anos, de um tempo para cá estávamos a ver a operacionalidade desses aparelhos, uns estão operacionais, outros nem tanto, mas estamos a trabalhar neste sentido para que todas as capitais provinciais tenham as estações emissoras funcionais”, assegurou.

De acordo com o também arcebispo da província angolana da Lunda Sul, este trabalho, em torno dos pressupostos legais e operacionalidade técnica dos equipamentos, decorre já desde 2017, sendo que em alguns casos deverão ser adquiridos novos aparelhos, devido ao avançado estado de degradação.

“As ações específicas serão primeiro reparar ou comprar os aparelhos necessários para aquelas situações que assim o requeiram e outras situações têm a ver mesmo com as licenças, com o recebimento das ondas. É todo um processo que ainda temos que executar”, disse.

A propósito dos 100 dias de governação do novo Presidente angolano, João Lourenço, (04 de janeiro), o porta-voz da CEAST saudou as reformas em curso e a vontade “de trabalhar com as bases da justiça, ética e o bem comum”.

“A CEAST sempre se bateu nesses propósitos e é com satisfação que vemos e sentimos que realmente a nova governação quer pautar por esses princípios e encorajamo-lo a prosseguir nesse caminho para podermos renovar o Estado, a disposição dos governantes, a esperança dos cidadãos e as assimetrias regionais”, concluiu.

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