Espanha

“Efeito Arrimadas”: Ciudadanos já é o partido favorito em Espanha

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O Ciudadanos surge como o partido mais votado nas sondagens espanholas mais recentes. PP e PSOE podem ver-se obrigados a negociar com Albert Rivera para formar Governo. É o "efeito Arrimadas".

Rivera e Arrimadas: as caras do Ciudadanos

AFP/Getty Images

O fim da liderança bipolar espanhola – que saltita entre PP e PSOE desde 1982 – pode estar anunciado. Pelo menos, é o que diz a nova sondagem do GAD3 para o ABC, que coloca o Ciudadanos como o primeiro partido espanhol em número de votos. O partido de Albert Rivera, que venceu as eleições autonómicas da Catalunha no passado mês de dezembro, pode tornar-se um pião decisivo na escolha do próximo Governo espanhol, que deve ocorrer em 2020.

Segundo a sondagem do ABC, o Ciudadanos duplica o resultado que obteve nas eleições do verão de 2016: de 13,1%, salta para 26,2%. Pela primeira vez, um partido supera o PP e o PSOE, pelo menos no que toca ao número de votos; o sistema eleitoral espanhol elege os deputados concelho a concelho, tal como o português, e aqui os dois partidos do bloco central continuavam a ter mais assentos no Congresso.

Ainda assim, os 86 a 90 deputados que pode garantir representam o triplo daqueles que o Ciudadanos tem atualmente. O partido, que ganhou uma força extra depois das eleições catalãs, corre o sério risco de se tornar o moderador de toda a governação de Espanha: estaria nas suas mãos escolher com que partido se coligaria, PP ou PSOE, e desta maneira decidir qual a cor do novo Governo espanhol (partindo do princípio que Mariano Rajoy e Pedro Sánchez nunca se entenderiam).

O ABC atribui a subida a pique do Ciudadanos ao bom resultado na Catalunha e à resposta ao desafio separatista. O jornal espanhol diz que o “efeito Arrimadas” – em referência a Inés Arrimadas, a líder do partido na Catalunha – se espalhou por toda a Espanha e os “naranjas” podem cavar um declive de 400.000 votos em relação ao PP de Rajoy.

A sondagem indica ainda que o Unidos Podemos está a ser asfixiado pelo PSOE e pode perder quase 30 lugares no Congresso espanhol. O partido de Pablo Iglesias tornar-se-ia irrelevante no Parlamento e nenhuma das possíveis soluções de Governo passaria por uma coligação com a extrema-esquerda.

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