Greve

Sindicato garante “adesão total” dos trabalhadores ferroviários à greve

O presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) garante que "foi total" a adesão dos trabalhadores à greve da CP e empresas de transporte de mercadorias.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) garantiu esta quarta-feira que “foi total” a adesão dos trabalhadores à greve da CP e empresas de transporte de mercadorias e reafirmou a paralisação para os dias 23 e 24.

Em declarações à agência Lusa, Luís Bravo afirmou que a “adesão foi total”, com exceção dos trabalhadores escalados para os serviços mínimos de uma “luta relacionada com a segurança da circulação, dos utentes e dos postos de trabalho”.

Segundo o dirigente sindical, os trabalhadores estão preocupados com o futuro, no âmbito das “concessões do transporte ferroviário do próximo ano” e sobre o qual o Governo “não pôs nada preto no branco”.

Questionado sobre as garantias da CP de que seguirão sempre dois agentes nos comboios, Luís Bravo argumentou que os “trabalhadores não podem estar sujeitos a livre arbítrio de um decisor que foi nomeado politicamente e que hoje diz uma coisa e amanhã outra”.

“A luta vai continuar nos dias 23 e 24” de junho a norte de Coimbra, garantiu ainda o dirigente, que respondeu terem ocorrido apenas “conversas informais e nada de concreto” numa discussão que remonta a 2016 e que levou atualmente a greves porque nos regulamentos das empresas submetidas ao regulador (Instituto da Mobilidade e dos Transportes) “não estão as garantias preto no branco”.

A agência Lusa contactou a CP e aguarda o balanço da empresa.

Na terça-feira, a empresa de transporte de passageiros adiantou que mais de metade dos comboios programados foram suprimidos devido à greve, que terminou hoje às 12:00, e abrangeu os trabalhadores com posto de trabalho de Coimbra a Vila Real de Santo António.

Em comunicado, a CP adiantou que tinha programados 680 comboios, tendo sido suprimidos 342, o que significa que foram cancelados 50,3% e realizados 49,7%.

Por serviços, o maior impacto foi no serviço urbano de Lisboa, em que a maior parte dos comboios foi cancelada, tendo sido realizados 41% dos comboios programados.

Já nos serviços regional e de longo curso a maior parte dos comboios realizaram-se.

No serviço Regional foram efetuados 58,1% dos comboios programados e no serviço de longo curso 81,8% dos comboios programados.

O presidente da CP, Carlos Nogueira, estimou já que esta greve deverá ter um impacto de 700 mil euros, quando a anterior, no passado dia 04, provocou uma perda de receitas de 1,3 milhões de euros.

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