Cinema

16.ª Edição do Arouca Film Festival recebeu 785 candidaturas

A decorrer entre os dias 19 e 23 de setembro, o festival ainda está a selecionar as obras que vão integrar a sua secção competitiva, sendo que 55,2% dos concorrentes apostaram em obras de ficção.

JENS KALAENE/EPA

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  • Agência Lusa

A organização do Arouca Film Festival revelou esta segunda-feira ter recebido 785 candidaturas para a edição de 2018, o que representa mais 102 filmes do que em 2017 e um recorde de inscrições nos 16 anos do evento. A decorrer entre os dias 19 e 23 de setembro, a 16.ª edição do festival ainda está na fase de selecionar as obras que vão integrar a sua secção competitiva, sendo que 55,2% dos concorrentes apostaram em obras de ficção, seguindo-se o cinema documental, com 26,8% das candidaturas, e o experimental, com 14,1% das inscrições.

“Nos últimos anos verificou-se um crescimento acentuado das produções de documentários e filmes experimentais, facto revelador da vontade dos realizadores em trabalharem a sua própria forma de ver o mundo, conferindo aos filmes um cunho pessoal vincado que reflete as suas vivências, expectativas e necessidades”, declarou à Lusa o diretor do festival e também presidente do Cineclube de Arouca, João Rita, acrescentando que, “dessa forma, criam um novo conceito de cinema de autor, mais ativo e interventivo”.

Para Cátia Camisão, programadora do Arouca Film Festival, também é de realçar que a maioria dos filmes em pré-seleção este ano demonstra “uma forte aposta em argumentos cinematográficos sobre temas que fizeram a história da humanidade e que estão em destaque também nos nossos dias, abordando desde as grandes guerras mundiais aos receios de atentados terroristas e aos preconceitos”.

A direção destaca também que, nesta edição, houve um “crescimento exponencial dos filmes vindos do Leste Europeu, fenómeno interessante que reflete uma nova vaga de produtores e filmes desses territórios”. “Isso confirma a qualidade e vivacidade do cinema europeu, demonstrando também que, embora a cinematografia desses países conte já com várias décadas, o seu mercado de distribuição começa agora a ficar mais aberto, permitindo uma maior disseminação das suas obras e a entrada em novos países e mercados, como é o caso de Portugal”, explica João Rita.

Quanto às mais recentes categorias competitivas do Arouca Film Festival, lançadas em 2017 para promover a cinematografia realizada com recurso a smartphones e a produção que explora temáticas especificamente relacionadas com direitos humanos, o maior número de candidaturas a esse nível vem comprovar o sentido de oportunidade da estratégia.

“Na categoria de filmes realizados com telemóvel, houve um aumento da participação e este ano concorreram 56 obras, o que representa mais 38 do que no ano passado”, contabilizou João Rita. Para o diretor, esta “foi uma aposta ganha”, porque possibilitou “abrir caminho para projetos que não tinham ainda conseguido atingir a plenitude do seu potencial criativo pela inexistência de espaços de projeção e divulgação”. A cinematografia via telefone é, aliás, “um mercado que se encontra em franco crescimento” e no qual o diretor do Arouca Film Festival quer continuar a apostar, por o reconhecer como “um dos caminhos para a regeneração do setor”.

Já no que se refere à também recente categoria sobre direitos humanos, Cátia Camisão admite que essa registou este ano “níveis inesperados de participação”. “Entre os 785 filmes inscritos, 96 retratam essa temática, contribuindo para uma maior consciência coletiva em áreas que carecem de um outro olhar por parte da sociedade e dos órgãos de Poder”, avalia a programadora do festival “É à luz desta linguagem cinematográfica que queremos contribuir para uma ampliação dos espaços de debate e discussão sobre estas temáticas”, concluiu.

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