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Seis candidatos para afugentar o ‘fantasma’ de Bruno de Carvalho

Seis candidatos disputam no sábado as eleições mais atípicas da história do Sporting, sob ameaça de impugnação do ex-presidente, Bruno de Carvalho, o primeiro a ser destituído no clube.

ANT

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  • Agência Lusa

Seis candidatos disputam no sábado as eleições mais atípicas da história do Sporting, sob ameaça de impugnação do ex-presidente, Bruno de Carvalho, o primeiro a ser destituído no clube, na sequência de agressões a futebolistas na Academia, em Alcochete.

João Benedito (lista A), José Maria Ricciardi (B), Frederico Varandas (D), Rui Jorge Rego (E), José Dias Ferreira (F) e Fernando Tavares Pereira (G) procuram tornar-se o 43.º presidente ‘leonino’, depois da desistência de Pedro Madeira Rodrigues (C), derrotado por Bruno de Carvalho nas eleições de 2017.

O anterior presidente, que no ano passado foi reeleito com 86,13% dos votos, nas eleições mais concorridas de sempre, tentou entrar na corrida, mas viu a lista que encabeçava ser rejeitada pela Mesa da Assembleia Geral (MAG) por estar suspenso de sócio e já ameaçou impugnar o ato eleitoral.

Carlos Vieira, administrador da SAD sportinguista, que se manteve até ao fim ao lado de Bruno de Carvalho no longo ‘braço-de-ferro’ com o presidente da MAG, Jaime Marta Soares, também manifestou intenção de se candidatar, mas recuou e acabou por tornar-se apoiante de Dias Ferreira.

O ex-presidente não resistiu à grave crise institucional motivada pela invasão em 15 de maio da Academia de Alcochete por adeptos encapuzados – que levou à rescisão de nove dos futebolistas agredidos -, e foi destituído em Assembleia Geral extraordinária, a 23 de junho, pouco mais de um ano após a reeleição. O clube já vivia sob a liderança da uma Comissão de Gestão, presidida por Artur Torres Pereira, na sequência da suspensão de Bruno de Carvalho pela recém-criada Comissão de Fiscalização, tendo sido posteriormente substituído por Sousa Cintra, presidente entre 1989 e 1995, no comando da SAD.

Frederico Varandas, que estava em Alcochete durante a invasão e se demitiu do cargo de diretor clínico do Sporting, foi o primeiro a anunciar a candidatura, logo do dia seguinte à destituição de Bruno de Carvalho, apostando no ex-futebolista internacional Beto para as funções de ‘team manager’.

Multicampeão de futsal pelo Sporting, João Benedito terá no antigo jogador André Cruz o homem-forte do futebol, para o qual pretende importar a cultura de vitória das modalidades, promovendo a criação do cargo de diretor executivo para as áreas não desportivas, que será transversal ao clube e à SAD.

A campanha de José Maria Ricciardi, que também se apoia em dois antigos internacionais da ‘casa’ – José Eduardo, como diretor para o futebol, e Marco Caneira, como diretor desportivo -, tentou, acima de tudo, fazer descolar do banqueiro da imagem de ‘presidente sombra’ que o tem acompanhado nos últimos anos.

Dias Ferreira não fugiu à ‘regra’ e escolheu o antigo guarda-redes sportinguista Ricardo para a função de ‘team manager’, distanciando-se de outras candidaturas com a proposta da criação de dois novos centros de treino na região de Lisboa, uma para o futebol e outra para as modalidades.

O ex-futebolista internacional brasileiro Roberto Carlos é a aposta para diretor desportivo de Rui Jorge Rego, que foi o único a apresentar um parceiro estratégico, o brasileiro Júlio Brant, que se manifestou disposto a investir 120 milhões de euros em Alvalade.

Fernando Tavares Pereira foi o que realizou uma campanha menos visível, prometendo nos núcleos do clube espalhados pelo país combater os problemas de tesouraria do clube sem ‘cortar’ no futebol ou nas modalidades, com base em garantias de verbas do contrato patrocínio com a NOS.

Madeira Rodrigues, que passou a apoiar Ricciardi, foi o único que chegou a apresentar uma alternativa a José Peseiro, treinador da equipa de futebol, avançando com o nome do italiano Claudio Ranieri, mas todos os outros candidatos se mantiveram fiéis à escolha de Sousa Cintra, reforçada pelo bom arranque na I Liga.

Entre as propostas comuns às seis listas está a continuidade do processo de reestruturação financeira e a manutenção no clube da maioria do capital social da SAD, que será necessário compatibilizar com a previsão de um défice de tesouraria de 122 ME no fim de 2018.

Os seis candidatos à liderança do Sporting são ainda unânimes na intenção de levar até às últimas consequências os processos contras os jogadores que rescindiram unilateralmente e assinaram por outros clubes, uma vez que apenas três regressaram ao clube: Battaglia, Bruno Fernandes e Bas Dost. Do elevado número de candidatos poderá resultar a eleição de um presidente com perto de 30% dos votos dos sócios que, entre as 9h00 e as 19h00 horas de sábado, se deslocarão ao Estádio José Alvalade para exercer o esse direito na Assembleia Geral Eleitoral.

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