Síria

Libertado japonês que se acredita ser jornalista sequestrado há três anos na Síria

Um homem que se acredita ser um jornalista freelancer japonês que foi sequestrado há três anos na Síria foi libertado e está agora na Turquia, confirmou uma autoridade japonesa.

SANA / HANDOUT/EPA

Um homem que se acredita ser um jornalista freelancer japonês que foi sequestrado há três anos na Síria foi libertado e está agora na Turquia, disse esta quarta-feira uma autoridade japonesa citada pela agência de notícias Associated Press. O homem encontra-se sob proteção das autoridades turcas em Antakya, perto da fronteira com a Síria, e está a ser identificado, mas é provável que seja o jornalista Jumpei Yasuda, segundo o Governo nipónico.

O Governo japonês foi informado pelo Qatar sobre a libertação do homem e notificou a família de Yasuda, tendo enviado funcionários da embaixada para o local. O homem libertado está mentalmente estável e de boa saúde, informou a agência de notícias Kyodo. Yasuda foi sequestrado em 2015 na Síria por um grupo extremista islâmico ligado à Al-Qaeda, conhecido então como Nusra Front.

Nusra Front mais tarde ficou conhecido como Hayat Tahrir al-Sham, ou Comité de Libertação do Levante. O grupo entregou Yasuda ao Partido Islâmico do Turquestão, que inclui sobretudo extremistas chineses baseados na Síria, de acordo com Rami Abdurrahman, que lidera o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, organização ligada ao Reino Unido.

Yasuda começou a fazer reportagens sobre o Médio Oriente no início de 2000 e foi feito refém no Iraque em 2004 com outros três japoneses, mas foi libertado após clérigos islâmicos terem negociado a sua libertação. O seu último trabalho na Síria envolveu reportagens sobre o seu amigo Kenji Goto, um jornalista japonês que foi feito refém e morto pelo grupo do Estado Islâmico.

A família e os amigos de Yasuda já expressaram a sua satisfação com a notícia da sua libertação. “Estou tão feliz, é tudo o que posso dizer”, disse a mãe de Yasuda, à emissora pública japonesa NHK. Um amigo, Kosuke Tsuneoka, que recebeu a última mensagem de Yasuda em 2015, disse que se sentiu aliviado. “Tenho certeza de que ele agora conhece muitos detalhes sobre organizações terroristas na Síria e espero que ele conte ao mundo tudo o que sabe sobre eles”.

A Síria é um dos lugares mais perigosos para jornalistas desde que o conflito começou em março de 2011, com dezenas de mortos ou sequestrados. Vários jornalistas ainda estão desaparecidos na Síria e o seu destino e paradeiro desconhecidos. Os desaparecidos incluem o norte-americano Austin Tice, de Houston, Texas, que desapareceu em agosto de 2012 durante a cobertura do conflito, que matou cerca de 400 mil pessoas. Um vídeo divulgado um mês depois mostrou Tice vendado e agarrado por homens armados, dizendo “Oh, Jesus”.

Tice é um ex-fuzileiro naval que escreveu para o The Washington Post, McClatchy Newspapers, CBS e outros órgãos de comunicação social, e que desapareceu pouco depois de completar 31 anos. Outro dos jornalistas desaparecidos é o fotojornalista britânico John Cantlie, que apareceu em vídeos de propaganda do grupo Estado Islâmico. Cantlie trabalhou para várias publicações, incluindo o The Sunday Times, The Sun e The Sunday Telegraph.

Cantlie foi sequestrado com o jornalista americano James Foley em novembro de 2012. Este último foi decapitado pelo Estado Islâmico em agosto de 2014. Já o jornalista libanês Samir Kassab, que trabalhou para a Sky News, foi sequestrado a 14 de outubro de 2013, juntamente com um outro repórter da Mauritânia, Ishak Moctar, e um motorista sírio durante uma viagem ao norte da Síria.

Em março de 2014, dois jornalistas espanhóis – o correspondente Javier Espinosa e o fotógrafo Ricardo Garcia Vilanova – foram libertados seis meses depois de serem sequestrados por um grupo ligado à Al-Qaeda.

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