O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, elogiou esta sexta-feira o Marítimo, considerando que o próximo adversário dos dragões na I Liga de futebol, no sábado, tem capacidade para lutar pelos sete primeiros lugares.

“O Marítimo está a crescer e deu uma demonstração de força no jogo contra o Moreirense [venceu 3-2, depois de estar a perder por 2-0], a equipa sensação da I Liga e que está a realizar um campeonato fantástico. Lembro-me de, após o jogo da primeira volta, dizer que o Marítimo podia lutar pelos sete primeiros lugares em função da qualidade individual dos seus jogadores”, recordou o treinador dos azuis e brancos.

O FC Porto, que soma os mesmos 60 pontos do líder Benfica, recebe o Marítimo, 11.º classificado com 27, no sábado, a partir das 20h30. “Tem jogadores interessantes e foi buscar três ou quatro jogadores que vieram acrescentar. Será um jogo difícil, o Marítimo vai olhar muito para os momentos sem bola e nós, como tem sido apanágio, vamos à procura de criar situações para marcar”, afirmou Sérgio Conceição.

Os dragões podem ascender provisoriamente à liderança do campeonato, uma vez que o Benfica só joga no domingo, no terreno do Moreirense. “À medida que se aproxima a reta final da época, os jogos ganham outro peso e surge uma boa pressão para quem quer ganhar o campeonato e para quem se quer salvar. Por isso, é importante vencer e cabe-nos ir à procura dos três pontos”, referiu.

Sérgio Conceição afirmou ainda que os seus jogadores não se sentem mais motivados pela igualdade pontual com o Benfica, lembrando a necessidade de pensarem unicamente no seu trabalho e não no dos outros.

“Não precisamos dos outros para ter essa vitamina. Precisamos de trabalhar da melhor forma, preparar bem os jogos para estarmos prontos para ganhar. A nossa vitamina é o trabalho diário. Não vale a pena olharmos para os outros se não fizermos o nosso trabalho. É um chavão do futebol, mas é verdade”, frisou.

O defesa central brasileiro Éder Militão vai transferir-se no final da época para o Real Madrid, por 50 milhões de euros. “É uma situação pública e que não vai mudar nada, nem que custasse 500 milhões de euros. Não muda nada. Há outros jogadores que acabam contrato no final da época e se calhar ficam, outros com contrato se calhar vão embora”, sublinhou.

Para Sérgio Conceição, a saída do internacional brasileiro tem de ser encarada com naturalidade. “O trabalho e o foco do Militão serão os mesmos para com a equipa e vice-versa. Poderá mudar o que as pessoas pensam, mas quando o Militão não jogar, não joga. Quando jogar a lateral, joga a lateral. Quando jogar a central, joga a central. Quando tiver de ficar na bancada, fica. Mas isso depende zero do Real Madrid, que fique já claro. Militão pode pensar noutras coisas a partir do final da época”, rematou.