É preciso contratar médicos — e com uma política de contratação semelhante à feita no setor privado. Para o bastonário da Ordem dos Médicos, que esteve reunido esta terça-feira com vários diretores de serviços de Ginecologia/Obstetrícia e de Neonatologia da zona sul do país, esta é a “solução no imediato” para resolver o problema do encerramento das maternidades.

A solução no imediato é contratar médicos e ter uma política de contratação semelhante à política de contratação externa”, defendeu o bastonário no final do encontro, em declarações aos jornalistas.

Miguel Guimarães já tinha defendido que o Estado deve pagar aos médicos o mesmo valor oferecido pelos privados durante os meses de férias.

O bastonário frisou que todas as maternidades no sul do país “têm problemas graves” e que grande parte dos serviços de obstetrícia depende da contratação externa de serviços.

Miguel Guimarães destacou que a situação que se vive nos hospitais “é muito mais grave e mais complexa do que aquilo que tem vindo a ser falado” e afirmou que “todas as maternidades têm dificuldades, quase todas dependem da contratação externa para poderem assegurar os turnos de serviço de urgência, o apoio ao bloco de partos, etc.”.

Só na zona sul do país, afirmou, faltam 125 especialistas em ginecologia e obstetrícia, de um total de 150 em falta no SNS. No hospital de Faro faltam nove, em Portimão faltam 11, no Amadora-Sintra faltam 9, no Santa Maria em Lisboa faltam 7 e no São Francisco Xavier, também em Lisboa, faltam 16.