Os alunos de Serviço Social do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade de Lisboa, estão a ser surpreendidos com um aumento do valor do último ano do curso de 90 para 436 euros.

Além do aumento de quase 500%, os estudantes são informados no momento da inscrição de que têm de pagar o valor de uma só vez, ao contrário do que acontece nos anos anteriores em que o pagamento das propinas pode ser faseado, segundo informações avançadas à Lusa por alguns estudantes, esta segunda-feira.

O último ano do curso de Serviço Social do ISCSP é composto por apenas uma cadeira — “Estágio II” — e até ao ano passado os estudantes pagavam 90 euros pela sua frequência. O valor corresponde a cerca de 1/12 do valor da propina, uma vez que um ano curricular tem em média 12 disciplinas mas, no último ano, os alunos fazem apenas uma cadeira. No entanto, este ano estão a ser surpreendidos com um aumento de 484,4% no ato da matrícula: A 1.ª e única prestação do último ano de curso custa agora 436 euros.

A direção do ISCSP passou a aplicar uma nova regra: os finalistas de Serviço Social devem pagar o mesmo que um aluno em tempo parcial, uma vez que a cadeira de Estágio II vale 30 créditos. Os alunos em tempo parcial pagam no máximo 435 euros de propina quando as cadeiras que pretendem fazer equivalem a um mínimo de 20 e um máximo de 30 unidades curriculares. No entanto, o site do ISCSP revela que os alunos em tempo parcial pagam as propinas em sete prestações. Já os estudantes que vão fazer “Estagio II” têm de pagar tudo de uma só vez, no momento da inscrição.

A mudança está a preocupar alunos e encarregados de educação que lamentam o aumento brutal e sem aviso. Em declarações à Lusa, uma estudante que pediu o anonimato disse temer não ter dinheiro para pagar o novo valor. Uma encarregada de educação, que também pediu para não ser identificada, criticou o aumento repentino e sem possibilidade de poder ser faseado: “A minha filha ligou-me preocupada com este aumento brutal por ter receio de nós não termos disponibilidade para pagar”.

A Lusa contactou o presidente do ISCSP, Manuel Meirinho, mas não obteve qualquer resposta.