Não há casos confirmados nem suspeitas de infecção pelo COVID-19 na Suíça, mas o coronavírus está a deixar nervosos a organização do Salão de Genebra e os próprios construtores de automóveis que já anunciaram que iriam marcar presença no certame suíço. Segundo avança o The Guardian, a feira que se realiza anualmente pode vir a ser cancelada, tal como aconteceu com o World Mobile Congress (WMC), que deveria decorrer de 24 a 27 de Fevereiro, em Barcelona, Espanha, mas que só voltará a ter lugar em 2021. A decisão foi anunciada a 12 de Fevereiro, com o cancelamento do encontro dedicado ao mobile a ser justificado, precisamente, pela “preocupação global com o surto de coronavírus”.

Sucede que no WMC eram esperados mais de 100 mil participantes provenientes de cerca de 200 países, mas a escala de Genebra é muito superior, o que incrementa o risco. Daí que os fabricantes de automóveis estejam a monitorizar a epidemia na Europa, procurando antecipar os possíveis efeitos do surto num evento que se destaca pela forte concentração de pessoas. A 90.ª edição do Salão de Genebra, aberta ao público entre os dias 5 e 15 de Março, deverá levar até à Palexpo cerca de 600 mil visitantes. Contudo, apenas 1% é proveniente de países não europeus, refere o jornal britânico.

Por ora, a organização assegura que a realização do certame europeu não está colocada em causa, tendo sido delineado um plano sanitário para diminuir a probabilidade de infecção, ajustável a qualquer momento, que passa pelo reforço da limpeza e desinfecção em pontos considerados de maior risco. Nomeadamente, casas de banho, corrimões e zonas de restauração.

O Salão de Pequim, na China, corre também o risco de não se realizar ou de ser adiado, para conter o surto. Está programado para Abril, estimando-se que aí afluiriam 800 mil pessoas.