Astrónomos dos EUA e da Austrália descobriram a maior explosão no espaço desde o Big Bang, que deu início ao universo. A explosão libertou cinco vezes mais energia do que a segunda maior explosão registada desde o início do universo e os cientistas avançam que terá tido origem num buraco negro supermassivo, escreve a BBC. O primeiro sinal de explosão foi observado em 2016.

Já vimos explosões nos centros de galáxias antes, mas esta é realmente muito grande”, disse Melanie Johnston-Holitt, professora do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR), na Austrália, à Deutsche Welle. “E não sabemos porque é que é tão grande”, acrescentou.

Segundo os cientistas, a explosão já terminou e são agora necessárias observações mais aprofundadas para se determinar o que aconteceu. “Fizemos esta descoberta com a Fase 1 do MWA, quando o telescópio tinha 2048 antenas apontadas para o céu. Em breve, reuniremos observações com 4096 antenas, que devem ser 10 vezes mais sensíveis. Acho isto muito emocionante”, disse Johnston-Hollitt.

A explosão ocorreu a cerca de 390 milhões de anos-luz de distância, no centro do aglomerado de galáxias de Ophiuchus, e foi descoberta graças ao Observatório de raios-X Chandra da NASA, um telescópio espacial, e ao uso de telescópios terrestres e do Observatório Europeu do Sul.

Em 2016, as imagens captadas pelo telescópio espacial revelaram uma curva pouco comum no conglomerado que poderia ser a parede de um buraco, mas uma possível erupção foi descartada pelos cientistas, uma vez que seria necessária uma grande quantidade de energia. Mais recentemente, a curvatura revelou ser realmente um buraco negro.

Os cientistas, no entanto, duvidaram da sua descoberta, devido ao tamanho do buraco, que equivalia a 15 Vias Lácteas – um número elevado em relação à anterior detentora do recorde. Os novos dados do radiotelescópio de baixa frequência australiano Murchison Widefield Array (MWA)  e do radiotelescópio indiano Giant Metrewave Radio Telescope (GMRT) vieram finalmente confirmar as suspeitas.