Esta terça-feira, depois de uma reunião com especialistas em virologia no Infarmed onde participaram as figuras principais do Estado — Presidente da República, Primeiro-Ministro e Presidente da Assembleia da República — e representantes de todos os partidos, coube a Marcelo Rebelo de Sousa anunciar que Portugal apresentava um crescimento positivo do controle da Covid-19, que os portugueses teriam de fazer mais um esforço no mês de abril e que, consequentemente, o regresso às aulas ainda não seria para já.

“O processo em curso está a conhecer passos positivos no crescimento diário do numero de casos e na redução da propagação do vírus.” Depois de afirmar que já existiam “dados suficientes” relativos ao desenvolvimento da pandemia em território nacional, Marcelo resumiu dizendo que havia “uma tendência lenta mas positiva” na evolução do combate à Covid-19. Contudo, deixou um aviso: “Se queremos ganhar a liberdade em maio, precisamos de a conquistar em abril.”

Foi precisamente neste ponto que Marcelo mais insistiu, sendo direto no pedido que fez aos portugueses: “No resto do mês de abril, façam um esforço, para além do que têm feito (e que agradecemos), para se poder virar uma página no fim do mês de abril. É tão simples quanto isso.”

Sobre a dita reunião de ponto de situação o Presidente explicou que se analisou “tudo ao pormenor, os prós e contras dos condicionamentos no domínio da saúde, a progressão social…” e que tudo isso tinha também sido analisado “com base nas questões apresentadas por todos os partidos políticos e órgãos de soberania”.

Quando questionado se a mensagem dos especialistas significaria que o regresso às aulas não seria em abril, Marcelo foi não hesitou: “Isso depreende-se, obviamente. É o senhor Primeiro-Ministro que o dirá a nove de abril mas, daquilo que os especialistas disseram, a opção neste momento é ganhar em abril o mês de maio. Ou seja, é preciso manter este esforço durante esse mês.”