Portugal era, em 2017, o 10.º país da União Europeia (UE) com a taxa de mortalidade mais elevada por hepatite, segundo números divulgados esta terça-feira pelo Eurostat a propósito do Dia Mundial de Combate à Hepatite.

Segundo o gabinete de estatísticas comunitário, aqueles que são os dados mais recentes referentes à doença na União revelam que, “com 33 mortes por milhão de habitantes devido a hepatite, a Itália registou a taxa mais elevada entre os Estados-membros da UE em 2017”. Seguiu-se a Letónia (31 mortes por milhão de habitantes) e a Áustria (19 mortes por milhão de habitantes).

Portugal ocupou a 10.ª posição entre os países da UE com mortalidade mais elevada, ao registar perto de nove mortes por milhão de habitantes.

O Eurostat ressalva, ainda assim, que “para fazer uma boa comparação entre países, o número absoluto de mortes entre países precisa de ser ajustado à dimensão e estrutura da população”.

Por outro lado, as taxas de mortalidade mais baixas foram registadas na Finlândia (com menos de uma morte devido a hepatite por milhão de habitantes), seguida da Eslovénia (uma) e da Holanda (duas).

Ao todo, foi reportado um número total de mais de quatro milhões de mortes por hepatite na UE em 2017, dos quais cerca de 5.500 estiveram relacionadas com a hepatite viral. “Apesar de homens e mulheres serem quase igualmente afetados, aqueles com mais de 65 anos são mais suscetíveis, uma vez que representam quase dois terços destas mortes”, conclui o Eurostat.