Tudo começou com uma série de pequenas explosões que lançaram uma grande nuvem de fumo espesso para os céus de Beirute. Depois, uma gigantesca explosão cuspiu uma pluma cor de rosa e laranja e uma onda de impacto em formato de cogumelo apareceu na zona portuária da capital libanesa, espalhando-se a seguir pelo resto da cidade. À medida que avançava, a onda de impacto dizimava as ruas por onde passava.

Quase nove horas após as explosões, é mais o que não se sabe do que aquilo que já é conhecido sobre o incidente. O número de vítimas mortais continua a subir, o de feridos também e a origem das explosões continua uma incógnita.

Até à data, a explicação apontada pelas autoridades libanesas parece estar nas 2.750 toneladas de nitrato de amónio alegadamente guardadas há seis anos num armazém na zona portuária de Beirute, também alegadamente sem cumprir critérios de segurança e contra os procedimentos legais previstos — uma tese que merece oposição de um antigo operacional da CIA, Robert Baer, que disse à CNN não acreditar que nitrato de amónio possa ser a causa de uma explosão tão massiva e que pelos vídeos que viu acredita que a explosão possa ter sido provocada por explosivos militares.

As respostas podem surgir apenas nos próximos dias, quando começarem a ser publicadas as conclusões das comissões de investigação instauradas para este caso. As autoridades libanesas estabeleceram um prazo de cinco dias para que sejam conhecidos os resultados ao inquérito feito às causas do acidente. Eis o balanço até agora.

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