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E se o futuro da tecnologia já for presente?

A revolução da inteligência artificial chegou à FOX, mas esta viagem evolutiva está longe de ser tranquila. Já tem NEXT como uma das suas séries preferidas?

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Getty Images/iStockphoto

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Embora a noção de Inteligência Artificial (IA), tal como a conhecemos hoje, seja relativamente recente, há muito que o conceito de “máquinas inteligentes” se estabeleceu e desenvolveu na literatura e, mais tarde, no cinema e na televisão.

A publicação de “A Origem das Espécies” por Charles Darwin, em 1859, fez-nos reavaliar a evolução da espécie humana e, consequentemente, também a sua efemeridade. A possibilidade de uma espécie mais forte e adaptável se sobrepor parecia distante, mas nem por isso menos inevitável. Outros autores seguiram esta nova ordem das coisas, e também a ficção encontrou um novo mundo por explorar.

Em 1872, Samuel Butler publicou aquele que é considerado um dos primeiros livros a mencionar – ainda que de forma embrionária – a Inteligência Artificial. “Erewhon” ilustra uma sociedade utópica e o potencial das máquinas, que podem revelar-se uma ameaça se ganharem consciência ou se multiplicarem de forma autónoma.

Na série NEXT, que começou a ser emitida pela FOX no dia 2 de novembro (saindo um novo episódio todas as segundas-feiras às 22:15h), a visão obscura mantém-se, mas o perigo é muito mais abrangente e real. Quando uma IA consegue escapar de um ambiente controlado e mover-se de forma descontrolada pelo exterior, a sociedade não está preparada para reagir — e a evolução há tanto planeada vira pesadelo. A premissa da narrativa é uma autêntica antítese daquilo que, no mundo real, esperamos destas máquinas super-inteligentes.

Neste futuro, cada vez mais próximo, são depositadas muitas (e boas) expetativas: a IA promete revolucionar, por exemplo, a Medicina, a Condução Autónoma, a Indústria e muitas outras áreas.

Da teoria à atualidade: a presença da IA no quotidiano

Numa altura em que os recursos naturais não são capazes de acompanhar a utilização do ser humano, e o aquecimento global preocupa mais do que nunca, é preciso criar alternativas. E apesar das dificuldades que se avizinham, integramos a sociedade mais consciente e mais capaz de sempre, na medida em que temos a melhor tecnologia da História ao dispor.

A primeira referência à Inteligência Artificial remonta a 1956, numa década em que se discutia a possibilidade (teórica) de replicar o funcionamento do cérebro humano numa máquina. No fundo, a IA consiste na capacidade de as máquinas aprenderem pela repetição e experiência, tendo, ao mesmo tempo, a capacidade de receber e gerir novos dados e atuar de forma “inteligente”/humana. Isto com grandes volumes de dados e muito rapidamente.

A IA pode ser dividida em três tipos:

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  • Analytical AI: as decisões são baseadas em caraterísticas cognitivas, nomeadamente pensar, raciocinar e lembrar (com base em experiências passadas);
  • Human-inspired AI: a tomada de decisão baseia-se em elementos da inteligência cognitiva e emocional, bem como na análise e compreensão das emoções humanas;
  • Humanized AI: nível mais elevado, pois além de apresentar caraterísticas de inteligência cognitiva, emocional e social, tem a capacidade de ser autoconsciente nas interações com outras máquinas ou humanos.

Divisão com base em Andreas Kaplan e Michael Haenlein, “Siri, Siri, in my hand: Who’s the fairest in the land? On the interpretations, illustrations, and implications of artificial intelligence”.

Embora os mais conservadores temam que a IA venha a substituir o Homem no mercado de trabalho, acredita-se que estas máquinas super-inteligentes sejam um elemento facilitador e colaborativo. Além disso, assim como noutras mudanças de paradigma do passado, a aplicação de IA em determinados setores pode tornar profissões redundantes, mas conduzir à necessidade de novas profissões.

No entanto, desengane-se se pensa que a IA é algo ainda muito distante. É certo que as máquinas mais complexas só existem, para já, na ficção ou em teoria, mas na atualidade esta tecnologia já é uma realidade.

  • O email usa mecanismos de IA para evitar que as mensagens de spam ou fraudulentas enganem os utilizadores, mostrando avisos bem destacados nas mensagens;
  • Quando iniciamos uma pesquisa no motor de busca Google, a ferramenta vai tentando adivinhar o que queremos procurar, ao apresentar sugestões para completar o que vamos escrevendo;
  • As aplicações que utilizamos como GPS, nomeadamente o Google Maps ou o Waze, apoiam-se na IA para nos sugerirem a melhor rota, tendo por base a informação de trânsito do momento;
  • Os serviços de streaming que utilizamos no dia a dia utilizam a IA para nos indicarem recomendações, que têm por base a nossa utilização do próprio serviço;
  • As redes sociais já aplicam um conjunto de algoritmos que visam melhorar a experiência do utilizador. O Facebook é um exemplo inevitável: as sugestões de amizade surgem com base num algoritmo e os conteúdos que nos são apresentados seguem uma ordem determinada de forma automática;
  • Em Portugal, a Mundipharma e a IBM desenvolveram a W.AI.DI, uma ferramenta que visa ajudar os médicos em casos de diabetes de tipo 2. Os clínicos preenchem um questionário que, com base nas respostas, sugere um tratamento personalizado.

A IA pode revolucionar o mundo… mas como?

Através da análise de grandes volumes de dados, a IA terá a capacidade de identificar tendências e, assim, sugerir soluções para a resolução de problemas como o aquecimento global, a sobrepopulação e a fome, entre outros.

Uma das vantagens mais aguardadas está relacionada com os carros autónomos e a possibilidade destes nos conduzirem de forma independente, com decisões rápidas, em tempo real e em comunicação com outros veículos autónomos. Prevê-se que esta revolução na condução seja uma realidade entre este ano (2020) e 2030.

Assistentes como a Siri ou Alexa podem ser considerados a fase inicial de sistemas super-inteligentes, que, no futuro, vão ser mais complexos e “reais” para o utilizador. Veja-se o caso do filme Uma História de Amor [Her], protagonizado por Joaquin Phoenix, onde uma máquina de IA “Samantha” interage com o utilizador e imita, com sucesso, as emoções e interações humanas. No futuro, estes sistemas vão usar voz, gestos, realidade aumentada e computadores super avançados, entre outras ferramentas.

Assim a tecnologia avance, as possibilidades da IA são infinitas. As expetativas em relação à IA estendem-se, aliás, a diversas áreas do saber. Vejamos alguns exemplos:

  • Educação: uma das vantagens mais óbvias para este campo tem que ver com o ensino à distância, que tanta tinta “fez correr” este ano. Além da IA e realidade aumentada como novos motores de informação, a IA pode ajudar a identificar alunos em maiores dificuldades, nomeadamente através da perceção de emoções;
  • Indústria: os equipamentos de IA vão contribuir para uma melhor performance das fábricas, sobretudo na montagem e empilhamento, mas também com recurso a sensores capazes de analisar a cada momento o funcionamento das máquinas (evitando falhas);
  • Jornalismo: os media lidam com dados por vezes muito complexos, pelo que a IA pode contribuir para uma análise mais pormenorizada e também mais rápida a nível financeiro ou linguístico, por exemplo. O Bloomberg, aliás, já recorre à tecnologia para analisar relatórios financeiros complexos;
  • Saúde: há uma grande expetativa para as vantagens que a IA pode trazer nesta área. Desde o acompanhamento à distância de paciente a diagnósticos mais rápidos e precisos, sendo que a análise de dados vai facilitar um tratamento mais personalizado e criterioso.

Algumas previsões para o futuro

Raymond Kurzweil, um dos futuristas mais respeitados do nosso tempo, acredita que, em 2045, os computadores vão ultrapassar o nível de inteligência dos humanos. A esta meta, alguns cientistas chamam “Singularidade” – a invenção da super-inteligência. Antes entendida como uma ideia remota e talvez inatingível, a “Singularidade” começa a ser encarada como algo a ser ultrapassado no espaço de pouco mais de 20 anos.

O desenvolvimento tecnológico passa a ser controlado pelas próprias máquinas, capazes de pensar, agir e comunicar mais depressa do que o Homem terá capacidade de compreender. O mesmo autor prevê, também, que no futuro, teremos a capacidade de fazer o upload de informação do cérebro para a cloud. E não, não estamos a falar de séries ficcionais.

Se acha a visão de Kurzweil irrisória, fica a nota: o futurista fez 147 previsões desde os anos 90, tendo acertado cerca de 86% (dados de 2019). Uma das mais populares foi feita em 1990: Kurzweil disse que até 2000 os computadores teriam a capacidade de vencer os melhores jogadores de xadrez, o que sucedeu em 1997 pela primeira vez.

Em NEXT, o sonho vira pesadelo

Apesar das mais-valias que a Inteligência Artificial ambiciona trazer, o lado negativo promovido pela ficção científica continua subjacente ao lado positivo. Como dois lados de uma mesma moeda.

Infografia: Andreia Reisinho Costa

Na nova aposta da FOX Portugal, NEXT, a IA autónoma chega mais cedo que o previsto, mas está longe de corresponder às expetativas. Como oposição da perspetiva ideal que a teoria desenha, a máquina super-inteligente NEXT, a principal antagonista nesta trama, atua para destruir e não para construir.

A Humanidade é então confrontada com um dos seus maiores medos: a perda de controlo. Com um adversário invisível que se move livremente pelos equipamentos tecnológicos que dominam a nossa realidade, será possível travá-lo? O confronto começou dia 2 de novembro e continua todas as segundas-feiras, às 22:15h, no canal FOX.

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