O suspeito de matar o pai e a irmã foi detido pela PSP esta segunda-feira na Amadora e entregue à Polícia Judiciária (PJ). O suspeito está acusado de ter morto os dois familiares com auxílio a uma arma branca.

“Prisão preventiva, por considerar que existe perigo de fuga, perigo de continuação da atividade criminosa e de perturbação da ordem e tranquilidade públicas”, lê-se na comunicação distribuída aos jornalistas à porta do tribunal de Torres Vedras.

Na informação do tribunal, o suspeito dos crimes de homicídio da irmã e do pai “prestou declarações e assumiu a prática dos factos”.

Fonte ligada ao processo disse à Lusa que a prisão preventiva vai ser cumprida no estabelecimento prisional do Linhó, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa.

Na segunda-feira, a PJ disse que o suspeito dos homicídios terá agido após uma discussão com o progenitor devido aos seus hábitos de consumo de droga.

“Os crimes foram praticados na sequência de uma altercação entre o agressor e o seu pai, por este o repreender pela forma dissoluta como aquele, com hábitos de consumo de estupefacientes, levava a sua vida”, referiu a PJ num comunicado divulgado na segunda-feira.

A PJ adiantou que os crimes foram praticados no final da noite de sexta-feira, quando “o presumível autor atingiu mortalmente, com golpes de arma branca, o seu pai [na casa dos 60 anos] e a sua irmã [37 anos], na residência que todos partilhavam” em Santa Cruz, no distrito de Lisboa.

O suspeito, de 28 anos, utilizou três armas brancas diferentes e, depois de alegadamente ter praticado os crimes, colocou-se em fuga na viatura da irmã. A mulher e o pai foram encontrados pela GNR mortos no sábado de manhã, pelas 11h30, na habitação.

As autoridades foram alertadas por populares que, enquanto clientes da peixaria da qual o pai era proprietário, estranharam o estabelecimento estar encerrado e ninguém responder na habitação, que se situa nas imediações, explicou à Lusa o comandante dos bombeiros de Torres Vedras, Fernando Barão.

Um dos corpos terá sido também avistado por vizinhos da varanda da habitação, segundo fonte policial.