Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Título: Tempos Duros
Autor: Mario Vargas Llosa
Editora: Quetzal
Páginas: 376
Preço: 18,80€

A capa de “Tempos Duros”, da Mario Vargas Llosa (Quetzal)

O mais recente romance de Mario Vargas Llosa, agora publicado pela Quetzal, aborda a conturbada história política da Guatemala entre 1945 e 1963, durante os governos de Juan José Arévalo, Jacobo Árbenz, Castillo Armas e Ydígoras Fuentes. Segundo Vargas Llosa, a ideia do livro surgiu de uma conversa com Tony Raful, em que Raful lhe contou a sua teoria acerca do golpe de Castillo Armas, que derrubou Árbenz e que, de acordo com Raful, teria contado com o envolvimento de Rafael Trujillo, o ditador dominicano que já protagonizara um outro romance do escritor peruano, A Festa do Chibo (publicado em Portugal pela Dom Quixote).

Tempos Duros tem então como suporte histórico La Rapsodia del Crimen, Trujillo vs. Castillo Armas, de Raful. Contudo, como Vargas Llosa explica em inúmeras entrevistas, um romancista parte da investigação apenas para que possa mentir com conhecimento de causa, o que deve prevenir leitores sensatos de encararem este livro como um qualquer manual de história. Essa distinção não impede, contudo, que a fronteira entre facto e ficção se torne efetivamente problemática, o que levou a que o romance fosse alvo de várias críticas, que vão desde incongruências históricas na apresentação da reforma agrária de Jacobo Árbenz até aspetos absolutamente laterais à narrativa, como a descrição que Vargas Llosa faz da ida de Carmen Miranda para os Estados Unidos (que já mereceu dois artigos de Ruy Castro, biógrafo da cantora, no DN).

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.