Os Estados Unidos garantiram esta segunda-feira que não estiveram envolvidos no que o Irão chamou de ação de sabotagem da sua fábrica de enriquecimento de urânio, em Natanz.

Teerão acusou Israel de “ataque terrorista” ao sabotar o centro nuclear de Natanz e prometeu vingança e intensificação das atividades de enriquecimento de urânio, enquanto esforços diplomáticos estão em curso para permitir o regresso dos EUA ao acordo nuclear internacional, assinado em 2015 e abandonado unilateralmente pelo Governo do ex-Presidente norte-americano Donald Trump, em 2018.

A eventualidade de os Estados Unidos terem cooperado com Israel neste ataque deitaria por terra qualquer possibilidade de negociação entre Washington e Teerão.

Os Estados Unidos não estiveram envolvidos de forma alguma”, disse a porta-voz da Casa Branca Jen Psaki, recusando-se a comentar “causas ou consequências” do alegado ataque no Irão.

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“Estamos determinados em focar-nos nos canais diplomáticos. Não recebemos nenhuma informação que indique uma alteração no rumo das negociações”, explicou Psaki, referindo-se à reunião que na quarta-feira juntará diplomatas iranianos e norte-americanos à mesa das negociações.

A União Europeia e a Rússia, que participam nestes esforços diplomáticos, disseram esperar que o processo negocial não seja afetado pelo “incidente” de Natanz.

Mais de 24 horas após o incidente, as circunstâncias do ataque, a forma como ocorreu e a extensão dos danos causados permanecem desconhecidos.

Irão acusa Israel de “terrorismo nuclear” depois de ataque a um complexo de produção de urânio enriquecido