A direção do PS vai avaliar nos primeiros dias de julho se vai manter o congresso do partido que está marcado para 10 e 11 desse mês. A situação epidemiológica do país — que esta semana não avançou no plano de desconfinamento previsto por estar na zona vermelha da matriz de risco — está a preocupar a direção do partido que está preocupada sobretudo com o formata da parte da reunião que decorrerá em Lisboa.

Numa altura em que a região enfrenta uma forte vaga de casos, o PS vai começar por analisar a hipótese de manter o congresso que tem vindo a ser adiado desde 2020 por causa da pandemia (a primeira data prevista foi 31 de maio em Portimão), mas alterando o plano para Lisboa.

O congresso ia ser distribuído por várias regiões do país, mas o partido tinha alugado à Sala Tejo, no Altice Arena em Lisboa, para concentrar a maior concentração de delegados e dirigentes do partido. A situação pandémica em Lisboa está agora a fazer rever esta situação, segundo disse fonte do partido ao Observador.

“É a primeira possibilidade se os indicadores forem críticos”, diz em relação à situação em Lisboa. O quadro da pandemia já tinha feito o partido alterar os planos face ao que estava inicialmente previsto, realizar a reunião em apenas um local (Portimão), e também tinha feito António Costa empurrá-la para o verão, que previa mais tranquilo em termos de pandemia, mas mesmo essa solução parece agora ter risco, pelo menos em Lisboa.

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O congresso foi remarcado no início de março deste ano e o processo interno tem estado a decorrer dentro do calendário então previsto, tendo António Costa sido reeleito secretário-geral do PS com 94% dos votos, contra o outro candidato nas diretas, Daniel Adrião.

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