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Não há falta de vacinas em Portugal, garante fonte oficial da task force para o Plano de Vacinação Covid-19 ao Observador. Pelo menos, as entregas estão a ser feitas pelas farmacêuticas conforme previsto e os centros de vacinação continuam a administrar 100 a 110 mil doses por dia, refere. Claro que, com mais doses, mais se conseguiria fazer e é por isso que a ministra da Saúde está a tentar antecipar algumas entregas.

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O autoagendamento para menores de 23 anos foi adiado e mesmo o agendamento para os maiores de 23 está atrasado. Não por falta de vacinas, per se, mas porque as vacinas estão a ser dadas a outros agendamentos: os das segundas doses, explica fonte oficial da task force.

Embora se continue a inocular cerca de 100 a 110 mil vacinas por dia, existe, também face às necessidade de cumprir com as segundas doses, uma rarefação de vacinas disponíveis para primeiras doses, que limita a capacidade de corresponder à enorme afluência ao processo de vacinação nestas faixas etárias mais novas.”

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Imagine-se por exemplo um centro de vacinação que pode dar 1.000 doses por dia e que há três ou quatro semanas estava a dar principalmente primeiras doses — agora terá, naturalmente, de dar as respetivas segundas doses a essas pessoas. Assim, se 800 doses deste centro imaginário fossem para os utentes que procuram a segunda dose, só sobrariam 200 para agendamentos de primeira dose.

Em certos centros de vacinação, as vagas que sobram para marcar a primeira dose são consideravelmente menos do que a procura. A fonte oficial da task force ouvida pelo Observador congratula-se com o facto de as faixas etárias mais jovens estarem a aderir tão bem à vacinação e ao autoagendamento, mas reconhece o constrangimento.

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Sobre as “Casas Abertas” que afinal estão fechadas, a mesma fonte diz que não é por falta de vacinas da Janssen (a vacina que é usada nesta modalidade) no país, ainda que possa admitir uma escassez temporária em alguns centros. Portugal recebeu uma nova remessa no fim de semana e são necessários cerca de três dias para entrega as doses nos centros de vacinação o que pode, eventualmente, justificar casos como os reportados esta terça-feira pelo Observador em Cascais e Almada.