Um clube inglês, o Arsenal, conseguiu fazer a homenagem possível à Rainha Isabel II com um minuto de silêncio cumprido no intervalo do jogo com o Zurique na Liga Europa. Outros conjuntos britânicos, como o Manchester United e o West Ham, ainda tentaram pedir o adiamento do encontro para a mesma prova à UEFA mas a falta de tempo abortou essa possibilidade (sendo que até os árbitros usaram fumos negros). Assim, e depois de um encontro realizado na manhã desta sexta-feira, foi a Premier League a assumir a paragem nas competições de futebol com o adiamento da jornada que ia começar este sábado.

William e Kate passam a ser o Príncipe e a Princesa de Gales

“Numa reunião os clubes da Premier League prestaram homenagem a Sua Majestade Rainha Isabel II. Para homenagear a sua extraordinária vida e contribuição para a nossa nação, e como sinal de respeito, a jornada da Premier League deste fim de semana será adiada, incluindo o jogo de segunda-feira à noite. Mais informações sobre os jogos em questão serão fornecidas em tempo oportuno”, resumiu o comunicado do órgão, com essa curiosidade de ter havido uma troca de papéis em relação ao que se passou aquando da morte de Jorge VI, pai de Isabel II: em 1952, o râguebi parou e o futebol foi na mesma jogado; agora, o futebol vai parar (com todas as implicações que isso tem no calendário) e o râguebi vai jogar-se.

De uma forma ou outra, as homenagens ao papel e ao legado da Rainha Isabel II continuam a multiplicar-se no mundo do desporto, incluindo aquelas que chegam de cidadãos não britânicos mas que têm grande parte da carreira ligada ao Reino Unido como Ronaldo e José Mourinho. No entanto, aquilo que mais se fala em Inglaterra é de uma publicação entretanto apagada que gerou grande polémica no país.

“O racismo era algo fora da lei em Inglaterra nos anos 60 e deixaram que prosperasse. Qual a razão para as pessoas negras fazerem luto?”, escreveu no Twitter Trevor Sinclair, antigo médio internacional inglês que passou por clubes como West Ham e Manchester City e que esteve presente no Campeonato do Mundo de 2022, na Coreia do Sul e no Japão. “Trev, não tenho bem a certeza se isso é um pensamento apropriado, quanto mais um tweet. O país perdeu uma pessoa muito importante, que deve ser respeitada e valorizada”, respondeu Simon Jordan, antigo dono do Crystal Palace que também é comentador.

As reações não demoraram a chegar, mesmo depois de Trevor Sinclair ter apagado a publicação, e o espaço onde o ex-jogador da seleção dos Três Leões comenta, o TalkSport, emitiu uma nota dizendo que não se revia naquele comentário (tentando sem sucesso falar com o próprio Trevor Sinclair). No entanto, o caso não deverá ficar por aqui, com a pressão mediática entretanto criada a levar o TalkSport a abrir um inquérito que pode levar ao despedimento. Para já, o antigo médio encontra-se já suspenso de funções.