A UNESCO condenou este domingo “com termos fortes” os “ataques brutais realizados pelas forças russas”, que atingiram vários locais no centro de Odessa, no sul da Ucrânia, património da humanidade, incluindo a Catedral da Transfiguração com 200 anos.
“Essas terríveis destruições marcam uma nova escalada de violência contra o património cultural da Ucrânia“, denunciou a diretora-geral da agência da ONU para a cultura, educação e ciência. “Exorto a Federação da Rússia a tomar medidas tangíveis para cumprir as suas obrigações que dizem respeito ao direito internacional” relacionadas com a preservação do património, acrescentou Audrey Azoulay.
Anteriormente, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, considerou que o ataque das forças russas em Odessa, esta madrugada é “outro crime de guerra” do Kremlin.
Continuous Russian missile terror on @UNESCO-protected #Odesa constitutes yet another war crime by the Kremlin, demolishing also the main Orthodox Cathedral -a world heritage site.
Russia has already damaged hundreds of cultural sites, trying to destroy Ukraine.#Accountability pic.twitter.com/S3cG7hymzd
— Josep Borrell Fontelles (@JosepBorrellF) July 23, 2023
“O terror contínuo dos mísseis russos contra Odessa, classificada pela UNESCO, é mais um crime de guerra do Kremlin, que demoliu também a catedral ortodoxa, considerada património mundial”, disse Josep Borrel, numa mensagem através das sua conta oficial no Twitter.
O chefe da diplomacia europeia salientou que a Rússia já danificou centenas de sítios culturais na sua tentativa de “destruir a Ucrânia”.
A Rússia lançou esta noite um ataque sobre Odessa, disparando 19 mísseis, atingindo infraestruturas civis, blocos de apartamentos e automóveis e danificando a Catedral da Transfiguração de Odessa. Segundo o balanço das autoridades há pelo menos dois mortos e 22 feridos.
Esta cidade portuária tem estado sob ataques massivos desde que a Rússia abandonou, na passada segunda-feira, o acordo sobre cereais do Mar Negro. Esta iniciativa, mediada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Turquia garantia à Ucrânia uma navegação segura para transportar estes alimentos para o resto do mundo. A saída russa do acordo aconteceu depois de Kiev ter atacado pela segunda vez a ponte da Crimeia, que liga a península anexada em 2014 ao território russo.
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