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Passaram 608 dias desde que a Rússia invadiu a Ucrânia e, desde então, já morreram mais de 30 oligarcas russos, de forma súbita e em circunstâncias pouco claras. Esta terça-feira, foi anunciada a de mais um: a do presidente da segunda maior petrolífera russa, Lukoil.
Segundo o comunicado divulgado pela empresa, Vladimir Nekhrasov, que tinha 66 anos, sofreu um ataque cardíaco. A petrolífera não quis comentar mais detalhes.
Em setembro de 2022, a Lukoil já tinha perdido o seu vice-presidente, Ravil Maganov, que alegadamente caiu de uma janela do sexto andar do Hospital Clínico Central de Moscovo, onde estava internado, por ter sofrido um ataque cardíaco.
A manhã foi ainda marcada pelo alerta dado pelo primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, que disse que a Ucrânia e o mundo estão a ficar sem munições. “Temos um enorme défice de munições, não só na Ucrânia, mas todo o mundo”, disse ao Financial Times, acrescentando que Kiev está a fazer um esforço para as fabricar no país. “Entendemos que devemos produzi-las aqui na Ucrânia, porque em todo o mundo estão acabadas, estão esgotadas. Todos os armazéns estão vazios”, adiantou.
O que aconteceu durante a tarde e noite?
- O governador da região de Kherson, no sul da Ucrânia, Oleksandr Prokudin, garantiu esta terça-feira, através do Telegram, que desde o início da invasão russa em grande escala, foram danificadas 21 mil casas particulares e partes de “infra-estruturas sociais”.
- O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia está a retirar-se gradualmente da Crimeia, devido às ações das Forças Armadas ucranianas e apesar de Moscovo ter criado a “ilusão de domínio intransponível” na península.
- O Presidente ucraniano garantiu que vai continuar a manter pressão militar sobre a Crimeia ocupada pela Rússia.
- A Rússia qualificou como “hostil” a decisão da Moldávia de bloquear mais de 20 portais de comunicação social russos na internet, antes das eleições locais na antiga república soviética que faz fronteira com a Ucrânia.
O que aconteceu durante a manhã e início da tarde?
- Três “navios não identificados da marinha ucraniana” foram destruídos pelas forças russas revela a agência estatal da Rússia, a RIA/Novosti, citando o departamento de informação da frota do Mar Negro.
- A Rússia tem mais de 400 mil soldados em território ucraniano ocupado, o que lhe permite realizar simultaneamente grandes operações em diferentes secções da frente de batalha, disse um representante da inteligência militar ucraniana.
- Perante os novos ataques russos, a empresa que gere os serviços de correios da Ucrânia está a disponibilizar os seus armazéns como abrigos antiaéreos, adiantou a agência de notícias ucraniana, a Ukrinform.
- Após uma audiência no Kremlin, o porta-voz, Dmitry Peskov, garantiu aos jornalistas que as declarações sobre o estado de saúde de Vladimir Putin, Presidente da Rússia, são “absurdamente falsas”. “Está tudo bem com ele. Esta é apenas outra história absolutamente falsa”, garantiu, citado pela Sky News.
- A Ucrânia exportou quase 700.000 toneladas de cereais a partir dos seus portos do Mar Negro através do novo corredor aberto em agosto unilateralmente pela Marinha ucraniana, anunciou o ministro da Agricultura de Kiev.
- A Comissão Europeia aprovou mais 1,5 mil milhões de euros no quadro do programa de assistência macrofinanceira (AMF+) Ucrânia adotado para este ano, num total de 18 mil milhões, foi divulgado.
- “Apoiamos a Ucrânia económica e financeiramente, com ajuda humanitária, mas também com armas. Este apoio não será, de forma alguma, afetado pelo facto de, desde as horríveis horas da manhã de 7 de outubro, estarmos voltados para Israel e para o Médio Oriente com a maior compaixão e preocupação”, afirmou o chanceler alemão durante um fórum económico germano-ucraniano em Berlim.