O tenente-general russo Igor Kirillov, responsável pelas forças de proteção nuclear, morreu esta terça-feira numa explosão perto de um edifício residencial no sudeste de Moscovo, revelou o Comité de Investigação russo. Várias fontes do Serviço de Segurança da Ucrânia confirmaram que foi resultado de uma operação de Kiev para matar o homem que é acusado de permitir o uso de armas químicas contra as tropas ucranianas.
A porta-voz do Comité de Investigação russo, Svetlana Petrenko, disse que a explosão aconteceu numa zona residencial em Ryazansky Prospekt, na capital russa. O dispositivo, que foi ativado remotamente, estava escondido numa trotinete elétrica. Teria uma carga de cerca de 300 gramas de TNT, disseram as autoridades russas à agência estatal TASS. Na explosão morreu também um assistente de Kirillov.
“O incidente foi classificado como um ato terrorista, assassinato e tráfico ilegal de armas e munições”, explicou a porta-voz. Andrei Kartapolov, o chefe do Comité de Defesa na Duma (a câmara baixo do parlamento russo), também já reagiu às notícias da morte de Kirillov, expressando as suas condolências à família. Garantiu que os responsáveis serão encontrados e punidos severamente.
У Москві пролунав вибух, внаслідок чого померли начальник військ радіаційного, хімічного та біологічного захисту ЗС РФ генерал-лейтенант Ігор Кирилов і його водій (за іншою версією – помічник). Відео з російського Telegram-каналу Astra pic.twitter.com/nowO33pUge
— Українська правда ✌️ (@ukrpravda_news) December 17, 2024
Ataque foi operação do SBU, revelam fontes de Kiev
No local, foram recuperados componentes do explosivo. Foi o único detetado até agora por um robô dos sapadores, explicaram os serviços de emergência russos à agência RIA Novosti. As autoridades também já apreenderam as imagens das câmaras de vigilância dos edifícios naquela área.
Igor Kirillov, que foi sancionado pelo Reino Unido em outubro por ser uma fonte de desinformação do Kremlin, lidera desde abril de 2017 as Forças de Proteção Nucleares, Biológicas e Químicas. Na segunda-feira, o SBU deu início a investigação contra ele, acusando-o de permitir o uso de armas químicas proibidas em território ucraniano.
“Sob as ordens de Kirillov, foram registados mais de 4.800 casos de uso de munições químicas pelo inimigo desde o início da guerra em larga escala”, disse a agência citada pelo jornal Ukrainska Pravda.
A morte de Kirillov é resultado de uma operação do SBU, reconheceram entretanto várias fontes da agência aos media ucranianos e internacionais. “Kirillov era um criminoso de guerra e um alvo completamente legítimo, já que deu ordens para usar armas químicas proibidas contra os militares ucranianos”, justificou uma fonte sob anonimato ao Kyiv Independent. “A retaliação por crimes de guerra é inevitável”, acrescentou.