Um sismo de magnitude 7,3 atingiu esta terça-feira a capital do arquipélago do Pacífico Vanuatu, Porto Vila, provocando a queda de pontes, aluimentos de terras e danos em edifícios. O governo do país confirmou a morte de 14 pessoas, registando 200 pessoas a receber assistência médica no hospital principal da capital.

“Foi o terramoto mais violento que vi nos 21 anos a viver em Vanuatu e nas Ilhas do Pacífico. Já vi muitos grandes terramotos, mas nunca um assim”, admitiu Dan McGarry, um jornalista da região em declarações à agência Reuters.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o sismo atingiu a costa de Vanuatu pelas 12h47 (1h47 em Lisboa). “Foram observadas ondas de tsunami”, indicou o centro de alerta de tsunami do Pacífico (PTWC). Inicialmente, este organismo temia a chegada de ondas de até um metro de altura ao longo de algumas zonas costeiras de Vanuatu, mas acabou por levantar o alerta.

Na sequência do sismo a embaixada dos EUA em Porto Vila sofreu “danos consideráveis” e está fechada até novo aviso, revelou um porta-voz da missão diplomática norte-americana na Papua-Nova Guiné. Também a embaixada francesa e britânica, que fica no mesmo edifício, sofreu danos.

Os portais online do Governo de Vanuatu foram afetados na sequência do sismo.

Os sismos são comuns em Vanuatu, um grupo de 80 ilhas onde vivem cerca de 300 mil pessoas e que se situa no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, zona de intensa atividade sísmica e vulcânica que se estende do Sudeste Asiático à bacia do Pacífico.

Vanuatu está classificado entre os países mais vulneráveis a catástrofes naturais, como sismos, tempestades, inundações e tsunamis, de acordo com o relatório anual Global Risks Report.