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Um soldado norte-coreano, morto em combate na guerra da Ucrânia, estava a escrever um diário que foi encontrado pelas forças ucranianas. Nas folhas de um caderno simples, deixou descritas táticas brutais, que mostram como as tropas da Coreia do Norte, a quem ele próprio chama “iscos”, devem reagir perante a aproximação de um drone ucraniano.

De acordo com o que foi escrevendo, os soldados têm a obrigação de formar um grupo de três, sempre que qualquer drone não tripulado for avistado. A seguir, um militar deverá agir como “isco” para atrair o drone, criando condições para os seus companheiros abaterem o abaterem “com tiros”.

“A isco deve manter uma distância de sete metros do drone, enquanto os outros dois devem se preparar para abater o drone a uma distância de 10–12 metros. Quando o isco parar, o drone vai parar e será abatido”, lê-se no texto traduzido e citado este sábado, 11, pelo The Wall Street Journal.

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Além destas descrições de táticas, nas anotações foram também encontradas declarações de plena devoção ao serviço do Presidente da Coreia do Norte, Kim Jong Un. O soldado demonstrou, por exemplo, disposição para cumprir “as ordens do Comandante Supremo sem hesitar”, até ao limite: “Mesmo que ao custo da minha vida”.

O autor do diário se chama Jong Kyong Hong, de acordo com dados do passaporte que as autoridades ucranianas encontraram.

Um ex-soldado norte-coreano, que desertou do exército em 2019, explicou ao The Wall Street Journal, que as notações de Kyong Hong terão sido uma forma de deixar expresso a sua entrega às causas da Coreia do Norte, a fim de, eventualmente, a qualquer altura ser honrado pelo seu país. “Cartas a expressar a sua lealdade ao regime são uma tentativa de deixar um legado que lhe permita ser glorificado caso morra em batalha”, disse Ryu Seong-hyeon.

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Numa outra página, Jong listou alguns princípios ideológicos do regime de Kim Hong Jun. Conta que cresceu no “abraço benevolente” do Partido dos Trabalhadores, no poder no país, e que a sua missão como soldado é proteger o Presidente.

“O conteúdo do diário é típico de um soldado norte-coreano com lavagem cerebral”, disse Bang Jong-kwan, um ex-major-general do exército sul-coreano, citado pelo The Wall Street Journal.

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