André Ventura pediu ao agora deputado não-inscrito Miguel Arruda que renuncie ao mandato, sugerindo que está numa “evidente fragilidade psíquica”. “Queria pedir ao deputado Miguel Arruda que renuncie ao seu mandato de deputado. Perante o que aconteceu ontem [apreensão de malas no Parlamento], a evidência do que aconteceu, a evidência dos factos e a evidente fragilidade psíquica em que se encontra…não tenho outro caminho senão pedir encarecidamente, em nome da dignidade, em nome de Portugal, do grupo parlamentar, que renuncie”, pediu o presidente do Chega.
Numa conferência de imprensa, André Ventura alertou para o “espetáculo” que está a ser dado aos portugueses, sublinhando que a situação “exige uma atitude firme” da parte do partido, para que mostre “a diferença de fazer política” relativamente ao que “os dois partidos do sistema fizeram ao longo dos últimos 50 anos”.
Ventura referiu ainda que “o presidente do partido não pode ser responsabilizado por todos os atos pessoais e privados levados a cabo por funcionários, deputados ou outros que completamente fora do seu mandato, em incumprimento de regras e da lei, levam a cabo de um comportamento criminoso”. “A diferença de um presidente de um partido para o outro é o comportamento que têm quando esses casos são conhecidos”, frisou, realçando que pensa estar “perante um problema de natureza psíquica ou psiquiátrica”.
Para o líder do Chega, essa decisão serviria para “proteger o país, a democracia e o país”, apontando que para isso têm de ser tomadas decisões “mesmo que não gostemos delas”.
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