Donald Trump acusou a artista britânica Sarah Boardman de ter propositadamente feito o seu “pior” retrato, pedindo agora para que seja retirado do Capitólio Estadual do Colorado.
“Ninguém gosta de uma má fotografia ou pintura de si próprio”, começou por escrever o Presidente dos EUA na TruthSocial, acusando a artista de ter “propositadamente distorcido [o retrato] a um nível que até eu, talvez, nunca tenha visto antes”. “A artista também fez o Presidente Obama e ele está maravilhoso, mas a minha cara é verdadeiramente a pior. Ela deve ter perdido o talento à medida que foi envelhecendo”, atirou.
Em reação, a artista disse que a sua opinião em relação a Trump não teve qualquer influência no processo criativo e que se esforça por retratar o “retrato, a semelhança e a ‘essência’ do sujeito”, citou o Telegraph. “Quaisquer sentimentos pessoais sobre qualquer assunto não são relevantes e são deixados fora do estúdio, de acordo com a minha formação de deixar essas emoções à porta”, garantiu, acrescentando que houve sempre oposição aos seus retratos por parte de opositores políticos do Presidente em questão.
Encomendada em 2018, a pintura retrata Donald Trump com uma expressão “séria, pensativa e não conflituosa”, afirma Boardman, que, durante o processo, apresentou dois esboços e quatro fotografias para ser depois escolhida uma base da imagem. O comité concordou com a sua opção preferida, evitando uma fotografia do Presidente com um ar “ligeiramente menos confiante”.
“Haverá sempre raiva contra um presidente, de um lado ou de outro. É a natureza humana”, afirmou, acrescentando que essa raiva é “dirigida ao sujeito, não à obra de arte em si, como é/será com este retrato de Trump”.
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Quando foi revelada, em 2019, houve poucos sinais de discórdia em relação à obra, com John Cooke, um senador republicano, a dizer que mostrava “a força do espírito americano”.
Na sua publicação no TruthSocial, Donald Trump defendeu ainda que “preferia muito mais não ter um retrato do que ter este” e que “muitas pessoas do Colorado telefonaram e escreveram a queixar-se”. “Estou a falar em nome delas para o governador da esquerda radical, Jared Polis, […] para que o retire. Jared devia ter vergonha de si próprio”.