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Os Estados Unidos anunciaram um acordo com as delegações ucraniana e russa para uma trégua dos combates no mar Negro, no âmbito das negociações na Arábia Saudita sobre o conflito na Ucrânia.
Os dois países concordaram “garantir a segurança da navegação, eliminar o uso da força e impedir o uso de embarcações comerciais para fins militares no mar Negro“, afirmou a Casa Branca, que fez o anúncio do acordo com Kiev e Moscovo em duas declarações separadas.
Nos textos, Washington indicou também que as partes deram o seu acordo para “desenvolver medidas” com vista a proibir os ataques às instalações energéticas russas e ucranianas.
Em relação à Rússia, os Estados Unidos comprometeram-se a ajudar a restaurar o acesso ao “mercado global de exportações agrícolas e de fertilizantes”, bem como a facilitar o acesso aos portos e aos sistemas de pagamento destas transações.
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Sobre a Ucrânia, a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu “ajudar a concretizar a troca de prisioneiros de guerra, a libertação de civis e o regresso de crianças ucranianas transferidas à força” para território russo.
O Governo norte-americano reiterou a Moscovo e a Kiev a necessidade de “travar os assassínios” como um passo para alcançar uma “paz duradoura”.
Rússia quer ordem dos EUA a Kiev para garantir comércio no Mar Negro
“Os Estados Unidos vão continuar a facilitar as negociações entre os dois lados para alcançar uma solução pacífica, consistente com os acordos alcançados em Riade”, declarou ainda a Casa Branca, após as negociações com os representantes de Kiev e Moscovo, que se iniciaram, no domingo, na capital saudita, Riade.
Entretanto, a Rússia exigiu já “garantias claras de segurança” à Ucrânia para retomar a implementação da Iniciativa do Mar Negro, que vigorou no primeiro ano do conflito, em 2022. A Iniciativa do Mar Negro, uma trégua marítima assinada em junho de 2022 e em vigor durante um ano, com envolvimento das Nações Unidas e da Turquia, permitiu a exportação de milhões de toneladas de cereais e outros produtos alimentares dos portos ucranianos, bloqueados com o início da invasão russa.
Rússia faz depender implementação do acordo do levantamento de sanções
Do lado russo, o Kremlin confirmou que concordou com uma pausa nas hostilidades no Mar Negro. No entanto, e em comunicado, sublinhou que várias sanções impostas ao país terão de ser levantadas para que o acordo seja cumprido. O comunicado, revelado pela agência russa TASS no Telegram, partilha muitos dos pontos do emitido pela Casa Branca.
Para além disto, o acordo especifica que a Rússia deve ser reconectada com o sistema de pagamentos SWIFT do qual o país foi desligado em 2022 como uma medida das sanções. Sanções sobre empresas de comida e de transações financeiras terão de ser levantadas também, diz a Rússia.
Zelensky desconfia da Rússia
O Presidente ucraniano acusou o Kremlin de estar a mentir quando afirma que o cessar-fogo no Mar Negro não vai entrar em vigor sem o levantamento das sanções ocidentais contra a Rússia. “Infelizmente, ainda hoje, no próprio dia das negociações, vemos como os russos já começaram a manipular”, disse Volodymyr Zelensky, citado na Sky News.
“Já estão a tentar distorcer os acordos e, de facto, a enganar os nossos intermediários e o mundo inteiro”, afirmou, acrescentando ainda que se a Rússia lançar ataques haverá uma resposta forte.