A Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) pede que as negociações para valorização dos funcionários públicos continuem com o futuro Governo, reiterando que se deve cumprir os acordos e olhar para a generalidade dos trabalhadores e não apenas situações pontuais.
Numa carta aberta enviada aos partidos políticos, a FESAP destaca um conjunto de temas relacionados com os salários e as carreiras dos trabalhadores e das trabalhadoras da Administração Pública, que apela para que sejam discutidos na campanha eleitoral e incluídos nos programas para as eleições de 18 de maio.
Para o sindicato, não se pode “aceitar opções governativas que usam pretensos princípios de igualdade (‘temos de chegar a todos’) apenas para adiar negociações, resultados e a correção de injustiças”.
A FESAP rejeita governos que estejam apenas disponíveis para discutir “situações pontuais e concretas, negligenciando a generalidade dos trabalhadores e das trabalhadoras, o que, se não corrigido atempadamente, fomentará injustiças, desarmonia, fragmentação e indesejáveis pressões e concorrência entre serviços públicos”.
Entre os temas que o sindicato quer ver discutidos nas futuras negociações, além de garantias do cumprimento dos acordos existentes, destaca-se a negociação coletiva, os suplementos remuneratórios (de penosidade, insalubridade e risco), a melhoria do sistema de avaliação e as carreiras e a tabela remuneratória única.
Há ainda o apelo para que se “tomem medidas para tornar mais ágeis, simples e céleres os processos de recrutamento em todos os níveis da Administração Pública”.