O Presidente dos Estados Unidos confirmou esta quinta-feira um acordo comercial “completo e exaustivo” com o Reino Unido, tal como já tinha sido avançado pelos media norte-americanos. Donald Trump já tinha anunciado que iria realizar uma conferência de imprensa sobre o tema na tarde desta quinta-feira. Keir Starmer, o primeiro-ministro britânico deverá falar por volta da mesma hora, escrevem os media britânicos.
“O acordo com o Reino Unido é completo e exaustivo [e] vai consolidar a relação entre os Estados Unidos e o Reino Unido por muitos anos”, escreveu Trump na Truth Social. “Por causa da nossa história e aliança, é uma grande honra ter o Reino Unido como o nosso PRIMEIRO anúncio [de acordo comercial]”, pode ler-se ainda.
No entanto, Londres não confirmou que o acordo esteja completo, tal como escreveu o líder norte-americano. “Diálogos sobre um acordo entre os nossos países têm continuado e o primeiro-ministro dará atualizações mais tarde”, declarou um porta-voz do primeiro-ministro. Este será o primeiro acordo comercial, depois de Washington ter imposto uma série de tarifas sobre os bens importados do estrangeiro. Keir Starmer e Donald Trump já tinham dado conta de “negociações produtivas” no final de março.
A conferência de imprensa do Presidente norte-americano está marcada para as 10h em Washington (15h em Lisboa), segundo outra publicação que Trump já tinha deixado nas suas redes sociais, na quarta-feira. “Grande conferência de imprensa amanhã de manhã às 10h00 [15h00 de quinta-feira em Lisboa], na Sala Oval, sobre um grande acordo comercial com os representantes de um grande e altamente respeitado país”, escreveu.
“O PRIMEIRO DE MUITOS!!!”, acrescentou Trump, com as habituais letras maiúsculas, sem fornecer mais pormenores sobre o âmbito do acordo ou o país em causa. As mesmas palavras foram utilizadas na publicação desta quinta-feira.
Desde o regresso ao poder, o Presidente norte-americano desencadeou um terramoto económico, nomeadamente com o que apelidou de “dia da libertação”, a 2 de abril, quando ergueu um muro de novos impostos sobre os produtos importados para os Estados Unidos.
Desde então, Trump recuou parcialmente, através de uma pausa de 90 dias, e prometeu acordos com os principais parceiros dos Estados Unidos para aliviar a fatura. Nenhum foi ainda anunciado.
Apesar disso, estão em curso discussões com vários países, incluindo Canadá, Coreia do Sul e Vietname.
Responsáveis norte-americanos e chineses vão também reunir-se na Suíça, durante o fim de semana, para tentar lançar as bases das negociações.
A China é o principal alvo de Donald Trump, que impôs uma sobretaxa de 145% aos produtos “made in China”. Pequim retaliou impondo uma sobretaxa de 125% sobre os produtos dos EUA.