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Bishara Bahbah, responsável por mediar as negociações entre a administração Trump e o Hamas, afirmou esta terça-feira que é possível chegar a um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns em Gaza “dentro de poucos dias”, escreve o Times of Israel.

O ativista político revelou que está otimista quanto à possibilidade de um acordo após o cessar-fogo desta terça-feira entre Israel e o Irão — que, aliás, volta a colocar Gaza no foco da agenda regional.

O mediador sublinhou, também, que restam poucas divergências entre Israel e o Hamas e que a principal delas é sobre a redação de uma frase específica — uma referência à cláusula relativa ao fim do cessar-fogo temporário e se este será prorrogado caso as partes não tenham chegado a um acordo sobre os termos de um cessar-fogo permanente até lá (como exige o Hamas).

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Bahbah disse, ainda, que há várias propostas de acordo sobre os reféns a serem discutidas, enfatizando que um dos principais objetivos é garantir um aumento da ajuda humanitária na Faixa de Gaza. No entanto, um diplomata árabe confessou ao mesmo jornal que não está tão otimista, afirmando que Israel não mudou a posição de se recusar a encerrar a guerra de forma permanente.

Por seu turno, Eyal Zamir, Chefe do Estado-Maior de Israel, considerou que a entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o Irão representa o “encerramento de um capítulo significativo”, garantindo que “o foco volta a ser Gaza“, embora “a campanha contra o Irão ainda não tenha terminado”.

“Apesar da conquista fenomenal, precisamos de manter o foco, não há tempo para descansar sobre os louros”, declarou o chefe das forças israelitas, segundo o comunicado partilhado na rede social X. “Agora, o foco volta a ser Gaza, para devolver os reféns e derrubar o regime do Hamas”, rematou. No início da guerra, há 12 dias, Telavive tinha definido o Irão como a principal frente de combate.