A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afastou, esta quinta-feira, a possibilidade de se demitir do cargo após a polémica da morte de um homem durante a greve do INEM em novembro de 2024. “Continuarei a trabalhar sob a liderança do meu primeiro-ministro”, declarou a governante.
Em declarações transmitidas pelas televisões, Ana Paula Martins disse estar “disponível para responder a todas as questões” que sejam colocadas pelos partidos da oposição. A Iniciativa Liberal vai avançar com uma proposta de Comissão de Inquérito sobre a gestão do cargo. “Nunca fugirei das minhas responsabilidades”, garantiu a ministra da Saúde.
A governante reiterou, como já tinha ficado esclarecido no comunicado divulgado esta quarta-feira pelo Ministério da Saúde, que “não houve nenhuma relação” entre a morte do homem de 53 anos e a “greve do INEM”. “Não vou fazer mais comentários, porque o relatório é muito claro”, continuou Ana Paula Martins.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) divulgou, na quarta-feira, as investigações de três dos 12 casos de mortes que ocorreram durante a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM a 4 de novembro de 2024, tendo concluído que uma morte esteve relacionada com o atraso no socorro.
IGAS confirma uma morte por atraso no socorro durante greve do INEM
Nas mesmas declarações aos jornalistas, interrogada sobre se Portugal poderia ficar sem helicópteros do INEM, Ana Paula Martins garantiu que o país “não ia ficar” sem os mesmos. “A solução vai passar por um trabalho em conjunto com o Ministério da Defesa”, clarificou.
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