Vinte corpos foram encontrados pelas autoridades do estado mexicano de Sinaloa numa autoestrada esta segunda-feira, naquele que, segundo o jornal espanhol El País, é mais um capítulo da guerra de cartéis de drogas que assola a região. De acordo com as autoridades, quatro dos cadáveres foram decapitados e pendurados pelos membros numa ponte. Já os restantes 16 corpos foram encontrados numa carrinha.

A procuradoria estadual de Sinaloa, num comunicado citado pelo El País, os corpos pendurados na ponte foram encontrados junto a uma mala que continha cinco cabeças. Isto porque um dos cadáveres decapitados não chegou a ser pendurado. “Quinze corpos completos e um corpo decapitado foram encontrados dentro de uma carrinha. Todas as vítimas são do sexo masculino e apresentam sinais de ferimentos de bala“, acrescentaram as autoridades, que ainda não conseguiram identificar os cadáveres.

Segundo o site noticioso local Linea Directa, o caso foi descoberto ainda na noite de domingo, quando uma chamada denunciou que tinha sido encontrada uma carrinha branca com mensagens escritas na carroçaria e numa lona.

De acordo com o El País, nas referidas mensagem podem-se ler críticas a “Los Chapitos”, uma das fações do cartel de Sinaloa ligada aos filhos de El Chapo, o traficante e antigo líder do cartel condenado a prisão perpétua nos EUA em 2019. Estas frases apontam também para que tenha sido a fação “Los Mayitos”, de Ismael Zambada Sicairos, conhecido por “Mayito Flaco”, a responsável pelo ataque.

Estas duas fações têm estado em guerra aberta desde setembro do ano passado, depois do co-fundador do cartel e pai de Mayito Flaco, Ismael “El Mayo” Zambada, ter sido supostamente levado por outro dos filhos de El Chapo, Joaquín Guzmán López, para os Estados Unidos, onde foi detido na cidade fronteiriça de El Paso, no Texas.

O mês de junho foi um dos mais violentos desde que começou o conflito, conta o El País. Só no primeiro fim de semana deste mês, 24 pessoas foram mortas no meio de confrontos entre Los Mayitos e Los Chapitos. Até ao dia 8 deste mês, 1.405 pessoas tinham sido assassinadas e outras 1.862 estavam desaparecidas como resultado do conflito, segundo dados fornecidos pela procuradoria-geral de Sinaloa e citados pelo site noticioso InfoBae.

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