O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou esta sexta-feira que Portugal precisa de Forças Armadas com meios modernos e eficazes para responder a tudo o que lhes é pedido.

Nas Caldas da Rainha, onde presidiu ao juramento de bandeira de 177 oficiais, sargentos e praças, o ministro afirmou que “para além da expressão de soberania”, Portugal “precisa de Forças Armadas e, do mesmo modo, as Forças Armadas precisam de bens e de equipamentos adequados, modernos e eficazes, apropriados a tudo aquilo que lhes é pedido” o, que, vincou “não é pouco”.

Os militares, lembrou no discurso, “estão envolvidos todos os dias em esforços de estabilização, na prevenção de guerras, em contributos para a paz em quatro continentes, com a bandeira nacional no ombro e ao serviço da ONU, da NATO, da União Europeia, da Frontex e de múltiplas coligações”.

Estão ainda “em ações de busca e de salvamento, no combate à criminalidade, em ações de prevenção, em ações de emergência médica no continente, nos Açores e na Madeira”, acrescentou, no “transporte de órgãos que são utilizados em transplantes que salvam vidas, no repatriamento de pessoas, no apoio em situações de emergência civil”.

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No discurso, em que apelidou de “heróis” todos os antigos combatentes, Nuno Melo lembrou que os militares “não estão fechados em quartéis” e sublinhou aos que esta sexta-feira juraram bandeira que é importante terem “a capacidade de perceberem o privilégio da pertença ao Exército”.

O Exército português “tem de ter condições para servir e defender o país e cumprir compromissos internacionais”, disse Nuno Melo, aludindo ao “grande esforço para a dignificação das Forças Armadas” e da ” valorização da condição militar” que o Governo está a fazer.

Entre as medidas tomadas o Governante referiu o aumento de salários e suplementos e deixou a garantia de que o Governo vai “continuar a investir em infraestruturas e em habitação” bem como na “modernização de bens e de equipamentos, no reforço das missões internacionais e nas indústrias de defesa”.

Tudo para “dar bons motivos para que os militares fiquem no Exército, para que os militares continuem a apostar ao longo das suas vidas nas Forças Armada”.

À margem da cerimónia reafirmou que a força área coloca à disposição da emergência médica todos os meios disponíveis, mas, questionado pela agência Lusa recusou quantificar quantos helicópteros militares estão aptos para transporte médico de emergência durante a noite.

“Os helicópteros serão os que estão disponíveis para emergência médica. Os médicos e os enfermeiros são aqueles que estão habilitados, qualificados e preparados para a prestação desses cuidados nessas situações de emergência”, disse Nuno Melo, remetendo para o chefe do Estado-Maior da Força Aérea explicações mais detalhadas sobre os meios envolvidos.