O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reconheceu esta quinta-feira a criação de uma nova estrutura para a comunicação do Governo, notícia avançada pelo Observador, apesar de não concordar com a designação de “nova central de comunicação”. “Descreve bem, mas etiqueta mal”, resumiu o ministro sobre a designação do novo departamento que está a ser ultimado e que será integrado na Secretaria-geral do Governo para profissionalizar e aumentar o fluxo de comunicação.

No briefing do Conselho de Ministros desta quinta-feira, o ministro apontou esta como uma solução preferível à de governos que “gastam dezenas de milhões de euros em agências de comunicação ou em contratações para de alguma forma auxiliar a tarefa de comunicação”. Disse ser mesmo “desejável que o Estado português invista em recursos que sirvam os governos do país e não unicamente um partido no Governo”, notando que a intenção é que o novo departamento integrado na Secretaria-geral do Governo seja durável.

“Prefiro um Governo que acha que as estruturas do Estado, públicas, de apoio ao Governo mas separadas do Governo, devem ser dotadas de meios técnicos e profissionais para que a tarefa da tal comunicação de qualidade e profissional exista, tal como acontece na Comissão Europeia” ou em “governos mais desenvolvidos da Europa”, acrescentou Leitão Amaro.

O ministro destacou que este vai ser um “serviço competente para ajudar os governantes a decidir e dar apoio à decisão”, bem como “medirá o impactos das políticas”, acompanhando a “ação executiva e do Programa do Governo”.

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