Vladimir Putin, Presidente e comandante-chefe supremo da Federação Russa, ordenou um cessar-fogo de “cinco a seis horas” em “áreas bloqueadas pelas tropas ucranianas em Krasnoarmeysk [nome russo de Pokrovsk], Dimitrov [Myrnohrad] e Kupiansk” para permitir “a livre circulação de jornalistas estrangeiros, incluindo ucranianos” nessas zonas.
Segundo um comunicado publicado pelo ministério russo, os militares russos disseram ainda que estavam “preparados” para abrir “corredores para entrada e saída sem restrições para grupos de representantes dos media estrangeiros, incluindo ucranianos”. Tudo isto com uma contrapartida: os “jornalistas e o pessoal militar russo” têm de ter “garantias de segurança” da Ucrânia.
Em Kiev, o anúncio russo foi visto com muitas dúvidas. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Heorhii Tykhyi, escreveu na rede social X que não recomenda que “nenhum repórter confie nas propostas de Putin para a criação de ‘corredores’ na zona de guerra“, tendo lembrado a sua experiência na Batalha de Ilovaisk, em 2014, na qual um corredor para a retirada de tropas ucranianas foi rejeitado por Kiev por obrigar a que os soldados deixassem as armas.
“O único objetivo de Putin é prolongar a guerra. E ele nunca cumpriu nenhuma das suas promessas de cessar-fogo. Não o ajudem a justificar os seus crimes através de provocações russas contra jornalistas”, continuou, dizendo ainda “a todos os meios de comunicação que quaisquer visitas ao território ocupado pela Rússia sem a permissão da Ucrânia são uma violação da nossa legislação e do direito internacional” e terão “consequências legais”.
Frankly, I do not recommend that any reporters trust any of Putin's proposals for "corridors" in the warzone. I saw firsthand how such proposals play out—on August 29, 2014, in Ilovaysk.
Putin's only goal is to prolong the war. And he has never kept any of his ceasefire pledges.…
— Heorhii Tykhyi (@SpoxUkraineMFA) October 30, 2025
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