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Putin ordenou um cessar-fogo de "cinco ou seis horas" para acesso de jornalistas (incluindo ucranianos) a "áreas bloqueadas" pela Ucrânia

Este artigo tem mais de 6 meses

Trégua seria limitado às zonas de Pokrovsk, Myrnohrad e Kupiansk. Repórteres ucranianos poderiam entrar mas jornalistas e militares russos têm de ter "garantias de segurança".

epa11994465 A Ukrainian medical evacuation vehicle transporting wounded soldiers to a medical stabilization point rides past a field with fortification constructions, near the frontline city of Pokrovsk, Donetsk region, eastern Ukraine, 28 March 2025, amid the Russian invasion. These Ukrainian Army facilities are the first point of care for wounded soldiers before they are transferred to hospitals.  EPA/SERGEY SHESTAK
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▲Zona de Pokrovsk, onde o conflito se tem intensificado, é uma das regiões onde este cessar-fogo iria vigorar

SERGEY SHESTAK/EPA

▲Zona de Pokrovsk, onde o conflito se tem intensificado, é uma das regiões onde este cessar-fogo iria vigorar

SERGEY SHESTAK/EPA

Vladimir Putin, Presidente e comandante-chefe supremo da Federação Russa, ordenou um cessar-fogo de “cinco a seis horas” em “áreas bloqueadas pelas tropas ucranianas em Krasnoarmeysk [nome russo de Pokrovsk], Dimitrov [Myrnohrad] e Kupiansk” para permitir “a livre circulação de jornalistas estrangeiros, incluindo ucranianos” nessas zonas.

Segundo um comunicado publicado pelo ministério russo, os militares russos disseram ainda que estavam “preparados” para abrir “corredores para entrada e saída sem restrições para grupos de representantes dos media estrangeiros, incluindo ucranianos”. Tudo isto com uma contrapartida: os “jornalistas e o pessoal militar russo” têm de ter “garantias de segurança” da Ucrânia.

Em Kiev, o anúncio russo foi visto com muitas dúvidas. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Heorhii Tykhyi, escreveu na rede social X que não recomenda que “nenhum repórter confie nas propostas de Putin para a criação de ‘corredores’ na zona de guerra“, tendo lembrado a sua experiência na Batalha de Ilovaisk, em 2014, na qual um corredor para a retirada de tropas ucranianas foi rejeitado por Kiev por obrigar a que os soldados deixassem as armas.

“O único objetivo de Putin é prolongar a guerra. E ele nunca cumpriu nenhuma das suas promessas de cessar-fogo. Não o ajudem a justificar os seus crimes através de provocações russas contra jornalistas”, continuou, dizendo ainda “a todos os meios de comunicação que quaisquer visitas ao território ocupado pela Rússia sem a permissão da Ucrânia são uma violação da nossa legislação e do direito internacional” e terão “consequências legais”.

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