O Canadá tem estado na mira do Presidente norte-americano desde que Donald Trump regressou à Casa Branca: teceu várias críticas ao país vizinho e fez várias insinuações de que o converteria no 51.º estado. Esta segunda-feira, o líder dos Estados Unidos da América (EUA) voltou à carga contra o Canadá e ameaçou bloquear a inauguração de uma ponte que liga os dois países entre a província canadiana de Ontario e o Michigan, nos EUA.
A ponte em causa é a Gordie Howe International Bridge, que deverá ser inaugurada nos próximos tempos. No entanto, Donald Trump acusou o Canadá “de se aproveitar da relação” com os Estados Unidos, desejando alterar essa dinâmica “rapidamente”. “Não vou permitir que esta ponte seja inaugurada até que os Estados Unidos sejam totalmente compensados por aquilo que demos [aos canadianos] e, também importante, que o Canadá trate os Estados Unidos com a justiça e o respeito que merece”, escreveu o Presidente dos EUA, numa publicação da Truth Social.
Donald Trump anunciou que as negociações entre os dois países vão começar “imediatamente” para que a ponte possa seja inaugurada, criticando o facto de a ponte “ser detida pelo Canadá”, mesmo a parte construída nos Estados Unidos. “O Presidente Barack Hussein Obama concedeu-lhes, estupidamente, uma isenção para que pudessem contornar a lei para ‘comprar norte-americano’ e não utilizar qualquer produto americano, incluindo o nosso aço” na construção da infraestrutura, lamentou o líder dos EUA.
“O Canadá tem tratado os Estados Unidos de forma muita injusta durante décadas”, declarou Trump, acrescentando que os EUA não ganharam “absolutamente nada” com a construção da ponte e estão a perder na relação comercial com o Canadá.
Para além da ponte, o líder dos EUA enumerou as causas da insatisfação com o Canadá. “Em Ontario, é absolutamente proibido expor nas prateleiras [dos supermercados] bebidas alcoólicas, bebidas espirituosas e outros produtos alcoólicos” norte-americanos, disse Donald Trump, repudiando também as “tarifas que o Canadá cobra” aos Estados Unidos pelos laticínios. “É inaceitável, pois coloca os nossos agricultores em risco financeiro”, argumentou.
O Presidente norte-americano abordou ainda o acordo que o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, quer fazer com Pequim, sublinhando que a China “vai comer vivo o Canadá”. Os Estados Unidos apenas ficarão, continuou Donald Trump, “com as sobras” resultantes daquele acordo comercial.
Sem qualquer sustentação ou prova para o que afirmou, Donald Trump disse também que a “primeira coisa que a China vai fazer” é terminar com o hóquei no gelo no Canadá, o desporto mais popular no país. Pequim igualmente vai “terminar com a Taça Stanley”, o troféu da principal liga de hóquei no gelo do mundo, alegou o chefe de Estado norte-americano.
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