O BCE já deu “luz verde” à compra do Novo Banco por parte do BPCE, apurou o Observador, permitindo que o negócio seja, finalmente, concretizado antes do final deste mês de abril – menos de um ano depois do acordo para a venda da instituição financeira ao grupo francês.

Esta aprovação por parte do Banco Central Europeu (BCE), através do Mecanismo Único de Supervisão (SSM, na sigla original) que escrutina os maiores bancos europeus, era o último passo que faltava para que o banco mude de mãos – o que deverá acontecer no dia 30 de abril, uma data que ainda não está totalmente fechada.

Contactada, fonte oficial do BCE não fez quaisquer comentários porque o organismo, nos termos das suas regras, não comenta casos particulares de bancos supervisionados.

Em dezembro, a operação já tinha, também, recebido “luz verde” por parte da Comissão Europeia, a quem cabe avaliar, designadamente, se o negócio não suscita problemas de concorrência. A conclusão de Bruxelas foi que a “transação notificada não suscita[va] preocupações em matéria de concorrência, dada a posição de mercado combinada limitada das empresas resultante da transação proposta”.

O negócio, que foi acordado em junho de 2025, implicou que os franceses do BPCE pagassem cerca de 6,4 mil milhões de euros por 100% do capital do Novo Banco, a instituição que foi criada com a resolução do Banco Espírito Santo (BES) e que nos últimos anos foi controlada pelo fundo norte-americano.

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O grupo francês, em junho, prometeu não avançar com quaisquer planos de corte de custos mas, sim, investir numa ótica de “muito longo prazo para beneficiar a economia portuguesa“. O presidente do grupo francês, Nicolas Namias, garantiu que esta foi uma “transação amigável” e não foi uma aquisição cujo interesse económico passe por sinergias e cortes de custos (como, deixou implícito, seria a oferta dos espanhóis do Caixabank, donos do BPI, derrotados nesta corrida).

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