Os franceses do BPCE vão pagar cerca de 6.600 milhões pelo Novo Banco, aproximadamente 200 milhões mais do que o previsto no acordo de venda celebrado em junho de 2025. Depois da aprovação pelo BCE, noticiada pelo Observador, o negócio deverá ser finalmente concretizado na próxima semana, prevendo-se que seja dia 30.
A diferença entre o valor dos 6.400 milhões inicialmente reportados e os cerca de 6.600 milhões que o BPCE terá de pagar, de acordo com a informação recolhida, está relacionada com algumas rubricas do negócio que, logo no acordo, ficaram dependentes da forma como evoluíssem os resultados no Novo Banco nos trimestres seguintes.
Ora, a 6 de março, o Novo Banco anunciou que os lucros anuais tinham subido 11%, para 828 milhões de euros em 2025, superando as previsões e representando o resultado anual maior de sempre na instituição que nasceu com a resolução do Banco Espírito Santo.
Nesta quinta-feira, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse em conferência após o Conselho de Ministros, que “na próxima semana será concluída a compra do Novobanco pelo BPCE”. O responsável não detalhou o dia mas, de acordo com os planos atualmente em cima da mesa, será no dia 30, tal como o Observador indicou na última sexta-feira.
O valor um pouco mais elevado com que a operação será fechada levará a que o Estado português receba, também, um pouco mais pelos 25% que detém na instituição (75% são do fundo Lone Star).
A posição do Estado divide-se entre a Direção-Geral do Tesouro e Finanças e, por outro lado, o Fundo de Resolução. Nas contas originalmente apresentadas, os dois iriam receber, no total, 1,6 mil milhões de euros (733 milhões pela participação direta do Estado e 866 milhões para o Fundo de Resolução). Porém, tanto um valor como o outro irão, no entanto, subir proporcionalmente, em cerca de 50 milhões no total.