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O PCP manifestou-se esta quarta-feira contra a visita do presidente do Parlamento ucraniano à Assembleia da República, acusando-o de liderar uma assembleia “antidemocrática que é expressão de um poder suportado por forças xenófobas, belicistas, fascizantes e nazis”.
Num comunicado enviado à hora do início da sessão plenária desta tarde, na Assembleia da República, em que o presidente do Parlamento da Ucrânia, Ruslan Stefanchuk, discursará, o Grupo Parlamentar do PCP acusa o dirigente político ucraniano de representar “um regime suportado por forças de extrema-direita, que ilegalizou 12 partidos políticos e que aprovou a cessação dos mandatos de deputados opositores, eleitos pelo povo ucraniano”.
O partido, que vai estar ausente no início da sessão plenária desta tarde, diz que Stefanchuk, como presidente do Parlamento, “acompanhou a glorificação e reconhecimento de nacionalistas ucranianos e colaboracionistas da ocupação nazi”.
“Tendo inclusivamente pedido ao Presidente da Ucrânia a restauração da atribuição de título de herói a Stepan Bandera, colaboracionista nazi que foi responsável pelo assassinato de milhares de ucranianos na Segunda Guerra Mundial”, apontam os comunistas no texto.
E acrescentam: “Recorde-se que, em dezembro de 2021, os EUA e a Ucrânia foram os únicos países que votaram contra, na Assembleia Geral da ONU, uma resolução sobre ‘O combate à glorificação do nazismo, do neonazismo e de outras práticas”, aprovada por uma ampla maioria de países'”.
Para o PCP, a “visita do presidente do Parlamento da Ucrânia não se enquadra no objetivo de encontrar uma solução diplomática que ponha fim à guerra na Ucrânia”.
“A Assembleia da República, enquanto órgão de soberania, democrático, não pode ignorar estes e outros factos, pelo que não deve receber, muito menos convidar para intervir no Plenário, o Presidente de um Parlamento antidemocrático que é expressão de um poder suportado por forças xenófobas, belicistas, fascizantes e nazis”, considera o partido.
Os comunistas, que dizem defender “os valores da liberdade e da democracia, da paz e da solidariedade”, afirmam não poder “pactuar com toda esta situação, tendo expressado a sua oposição à realização da intervenção do Presidente do parlamento ucraniano no plenário”.
“Por todas estas considerações não esteve presente”, conclui o PCP.
O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, está esta quarta-feira a receber no Parlamento português o seu homólogo ucraniano, Ruslan Stefanchuk, e os dois discursam na abertura da sessão plenária após reunirem-se com delegações dos partidos.
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