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“Projeto Liberdade“. Foi este o nome dado pelos Estados Unidos à operação anunciada iniciada esta semana, que previa o acompanhamento de navios em circulação no Estreito de Ormuz. A operação marcava o fim da primeira fase da guerra — a “Operação Fúria Épica” — e a transição para uma “fase defensiva” do conflito, argumentou Marco Rubio. Mas, esta terça-feira à noite, Donald Trump anunciou a suspensão do projeto.
“O Projeto Liberdade (O Movimento de Navios através do Estreito de Ormuz) vai ser pausado durante um breve período de tempo para ver se o Acordo pode ser finalizado e assinado”, anunciou o Presidente dos EUA, numa publicação nas redes sociais perto da meia noite (hora de Portugal Continental). Na curta mensagem, o líder norte-americano deixou ainda várias justificações para a decisão.
Em primeiro lugar, Trump diz que a decisão foi motivada pelos “pedidos do Paquistão e de outros Países”. Por outro lado, insiste que a suspensão é possível devido “ao Sucesso Militar tremendo” que os Estados Unidos tiveram durante os últimos mais de dois meses. Por último, destaca ainda “o Grande Progresso que foi feito na direção de um Acordo Completo e Final”.
Apesar das vitórias elencadas, que permitem suspender o “Projeto Liberdade” menos de dois dias depois de ter entrado em vigor, Donald Trump fez questão de realçar que “o Bloqueio se mantém em pleno vigor“. A leitura do Irão sobre a decisão é muito diferente. Para a imprensa estatal iraniana, a pausa é reflexo de um “fracasso” da política norte-americana em Ormuz.
Rubio garante que EUA entraram em fase “defensiva” de resposta a ataques do Irão
As declarações de Donald Trump sugerem uma contradição com a posição do secretário de Estado norte-americano vincada durante a tarde de terça-feira, horas antes do anúncio do Presidente. Em conferência de imprensa, Marco Rubio tinha afirmado que o foco de Washington era precisamente o “Projeto Liberdade”. “A operação acabou. A Fúria Épica, como o Presidente informou o Congresso; já acabámos essa fase. Agora estamos dedicados a este projeto da liberdade“, tinha dito o líder da diplomacia dos EUA.