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O porta-voz do Livre afirmou esta segunda-feira que o partido quer conhecer o relatório integral da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) que analisou o primeiro mandato de Paulo Viegas Nunes na presidência do SIRESP, antes de eventuais audições parlamentares.
“Queremos ver o relatório da IGF ainda antes de qualquer audição parlamentar, que nós também apoiamos“, disse Rui Tavares, em declarações aos jornalistas, à margem de uma iniciativa intitulada “Café com deputados” na sede nacional do partido, em Lisboa.
Em causa está a demissão do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro, que alegou “graves irregularidades” na gestão da SIRESP S.A. durante a presidência do general do Exército Paulo Viegas Nunes, que regressou esta segunda-feira à presidência da empresa que gere o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).
Num esclarecimento à imprensa, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, manifestou esta segunda-feira “absoluta confiança” em Paulo Viegas Nunes e fez referência a este relatório que escrutinou a atividade do conselho de administração do SIRESP durante o mandato do general do Exército, entre 2022 e 2024, salientando que “não foram apontadas ilegalidades” e “as desconformidades procedimentais então identificadas foram integralmente corrigidas”.
MAI manifesta absoluta confiança em Viegas Nunes para SIRESP
Depois de partidos como o Chega e a IL terem proposto várias audições no parlamento, Rui Tavares afirmou esta segunda-feira que o partido apoiará esta intenção, acrescentando que as alegações do ex-secretário-geral adjunto do MAI têm que ser esclarecidas.
“Cada vez que há algum tipo de alegação sobre mau comportamento na gestão de fundos públicos, na atribuição de contratos, concursos e por aí afora, de decisões que têm a ver com o erário público e numa matéria tão importante como o SIRESP, (…) tudo é importante e tudo é preocupante e deve ser averiguado até ao fim“, sustentou.
Tavares manifestou-se a favor da estratégia geral “de trazer o SIRESP tanto quanto possível para o domínio público no que representa de poupar custos e de não estar capturado por interesses de operadoras, algumas das quais são bem conhecidas no mercado e que não puseram o SIRESP a funcionar como deve ser”.
Contudo, o porta-voz do Livre distinguiu a estratégia dos responsáveis. “Quando há alegações acerca de pessoas, o que é importante para todos, para o público enquanto coletivo, para o país, mas também para os próprios interessados é que as coisas se esclareçam cabalmente”, insistiu.